Mercado de luxo mundial deve crescer até 7% em 2012, aponta Bain & Company

22-05-2012

As vendas de bens de luxo em todo o mundo estão superando a agitação na Eurozona e os temores de desaquecimento nos mercados emergentes, e devem exceder a marca de 200 milhões de euros em 2012. É o que mostra a atualização do estudo mundial de Luxo da Bain & Company, chamado Luxury Goods Worldwide Market Study, material considerado um termômetro da indústria e apresentado recentemente em uma conferência da Fondazione Altagamma (associação comercial de bens de luxo da Itália).

A Bain prevê ainda uma média anual de crescimento de 7% a 9% nas vendas no mercado de luxo para alcançar as expectativas das marcas até 2015. Além disso, o estudo aponta para a continuidade das principais tendências do mercado de luxo, que passou por uma forte recuperação desde a recessão em 2008/ 2009: o crescimento das vendas online, a rápida expansão da China e a mudança de canais multimarcas para lojas monomarcas continuam sendo fatores a serem observados. Mais importante, a Bain acredita que o luxo se tornou um mercado genuinamente global.

Em 2012, os maiores crescimentos em números absolutos de vendas serão gerados da seguinte forma: o aumento esperado na China, de 18% a 20%, será compartilhado pela Índia e pela Rússia. Nas Américas, o acréscimo será de 5% a 7%; na Europa, de 2% a 4%; e no Japão, de 2%. Uma série de outros países contribuirá para a solidificação do luxo. Desde Brasil, que já está no topo da agenda, e México, até Azerbaijão, Indonésia, Cazaquistão, Malásia, África do Sul, Turquia e Vietnã.

"As marcas devem desenvolver estratégias com alcance muito mais amplo do que já feito até hoje", afirma Claudia D'Arpizio, sócia da Bain em Milão e principal autora do estudo. "As lições aprendidas anteriormente nos mercados emergentes irão ajudar, mas agora se deve pensar na gestão de uma diversidade ainda maior de preferências dos consumidores, e mais variações no modelo de como levar seus produtos ao mercado".

Com a evolução de tendências de consumidores e produtos, o estudo também mostra que os acessórios irão consistentemente ultrapassar o setor de luxo, que já cresce muito rápido. Isso chegará a uma taxa de crescimento de quase o dobro de outras categorias de luxo. Além disso, o desenvolvimento do mercado está se movendo para a ponta extrema do espectro do luxo, com as marcas e produtos high-end ultrapassando as ofertas mais acessíveis em 2% a 4% ao ano.

A Bain aponta algumas mudanças no mercado de luxo:

· Os consumidores chineses, incluindo seus gastos como turistas, agora respondem por mais de 20% das vendas mundiais de luxo. Os consumidores asiáticos (incluindo Japão, Coréia e Sudeste da Ásia) representam mais de 50%

· 30% das vendas mundiais de luxo agora ocorrem nos mercados emergentes

· A média de idade dos consumidores de luxo asiáticos está diminuindo enquanto que no Japão, Europa e Estados Unidos ela aumenta, criando uma nova geração de consumidores de luxo, com gostos e preferências muito diferentes

· As mulheres estão se destacando em áreas de compras tradicionalmente do universo masculino (traje de negócios, relógios de luxo)

· Os homens estão mais propensos a buscar marcas tradicionalmente femininas em moda e beleza

· O uso do produto de luxo tem se transferido para ocasiões mais casuais, o que por sua vez afeta os tipos de produtos que as marcas desenvolvem (por exemplo, linhas de vestuário casual chique)

· O mercado de luxo vem sendo abastecido por novos consumidores que gastam muito. Por sua vez, a busca insaciável desses mesmos consumidores por alta qualidade e materiais artesanais

favorece a oferta de bens de luxo absoluto

· As marcas premium e fast fashion competindo diretamente com os segmentos inferiores do luxo estão forçando as empresas a repensar a sua proposição de valor

· A convergência das lojas, unindo e-commerce, mídias sociais e mobile commerce, está criando uma experiência multicanal para os consumidores

"O rápido crescimento econômico mundial está trazendo mudanças ainda mais rapidamente para o setor de luxo", avalia D'Bain Arpizio. "Com mais mercados para gerenciar e a corrida para antecipar tendências, marcas que lutam para responder e se adaptar podem enxergar esse rápido crescimento como uma faca de dois gumes".

Links úteis aos usuários

Clique aqui e compare preços de produtos e serviços de calculadora

Clique aqui e compare preços de centenas de produtos

Matérias relacionadas

- Comércio eletrônico cresceu 43% no Brasil, aponta estudo Visa

- Cai a quantidade de empresários que planejam elevar os preços em 2012

- Fusões e aquisições no setor de Energia no 1° tri cresceram 140%, diz KPMG

- Inadimplência das empresas tem sinais de queda, apura Serasa


Leia também outras matérias da seção Pesquisas:

- CANAL EXECUTIVO possui serviço de pesquisa sob encomenda

- 14% dos usuários usam redes sociais com foco profissional

- Trabalho remoto é bom para você e para o planeta

- Empresas vão investir mais em mídias sociais em 2012

- Estudo aponta mudanças na experiência de assistir TV

- Estudo vê maior vantagem competitiva em empresas que adotam business analytics

- Empresários e profissionais liberais já representam quase metade dos síndicos de SP

- Estudo mapeia área de compras nas empresas

- Empresas já reconhecem vantagens do uso de geomarketing

- Classe média emergente traz desafios às empresas, aponta estudo

- Profissionais trabalham além da conta e prejudicam saúde

- Estudo traça perfil do empreendedor digital brasileiro

- Executivos do país não estão prontos para atuação global

- Executivo de marketing não sabe agir ante revolução digital

- Estudo mostra que investir no cliente dá retorno certo

- Mais da metade dos gestores não atende expectativas dos comandados

- Estudo desvenda características comuns a empreendedores

- Brasil tem uma das menores cargas fiscais para profissionais de alta renda

Clique Aqui e Veja Mais Pesquisas
Leia Todas as Últimas Notícias