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69% dos paulistanos querem
a volta das sacolas plásticas
22-05-2012
Pesquisa Datafolha, realizada nos dias 2 e 3 de maio,
revela que 69% dos paulistanos querem a volta da distribuição
das sacolas plásticas nos supermercados. A pesquisa
revela uma mudança na percepção
da população, que passou a enxergar no
acordo entre a Associação Paulista de
Supermercados (Apas) e o Governo do Estado de São
Paulo – que obrigou os supermercados a suspenderem
a distribuição dessas embalagens –
uma desvantagem para o consumidor, ganhos econômicos
para os supermercados e nenhuma vantagem ambiental.
A pesquisa aponta que 43% dos entrevistados acreditam
que o principal motivo para o fim das sacolinhas foi
o interesse econômico dos supermercadistas e outros
35% acreditam que foi por imposição das
autoridades. Apenas para 22% o acordo teve como objetivo
a preocupação com o meio ambiente. Em
relação ao maior beneficiado com o fim
das sacolas, a grande maioria, 64%, afirma que supermercados
são os que mais ganharam com a medida. Somente
um terço aponta que o meio ambiente foi beneficiado.
As sacolas plásticas são um dos principais
itens de custos dos supermercados.
Sobre a cobrança das sacolas plásticas
e/ou retornáveis, a pesquisa Datafolha apontou
que 73% dos consumidores são contrários
à cobrança das sacolas retornáveis
e 88% contrários à cobrança de
sacolas plásticas.
Quatro em cada dez entrevistados (39%) já desistiram
de fazer as compras por não dispor de sacolas
plásticas para transportar seus produtos. Para
23%, a desistência ocorreu no caixa, no momento
de pagar as contas. Sobre praticidade, 69% da população
declararam que fica mais difícil transportar
as compras em sacolas retornáveis, e 53% apontam
que as embalagens retornáveis são menos
higiênicas que as sacolas plásticas comuns.
Questionados se os supermercados onde costumam fazer
compras continuam distribuindo sacolas plásticas
gratuitamente, 24% informaram que sim. E 35% conhecem
outras lojas, além das que frequentam normalmente,
que ainda distribuem as sacolinhas. Perguntados se aumentaram
a frequência de compras em locais que continuam
entregando sacolas plásticas, como açougue,
padaria, feira, sacolão, armazém e vendinhas,
cerca de 3 em cada 10 entrevistados confirmaram que
estão indo mais a esses estabelecimentos comerciais.
Mesmo com a decisão de não entregar mais
sacolas plásticas ao consumidor, a população
não percebeu, por parte dos supermercados, nenhum
benefício econômico para si. Para 75% dos
entrevistados não houve alteração
no valor dos produtos após a retirada das sacolas
plásticas. Entre os que notaram alguma mudança,
23% afirmam que houve aumento, não redução.
Segundo o Datafolha apurou, 62% dos entrevistados concordam
que, com a retirada das sacolas plásticas, passaram
a gastar mais com a compra de saco de lixo. 51% dos
consumidores perceberam aumento no preço dos
sacos de lixo. 77% das pessoas passaram a pegar em maior
quantidade os sacos de hortifrúti.
Meio ambiente
A criação de programas de educação
ambiental, um dos argumentos da Apas para justificar
a economia com a retirada das sacolas plásticas,
não foi notada pelos consumidores. Questionados
se tinham conhecimento sobre algum projeto ambiental
desenvolvido por super/hipermercados após a retirada
das sacolas plásticas, 95% dos consumidores afirmaram
desconhecer qualquer envolvimento do setor em prol do
meio ambiente.
Em relação à reciclabilidade do
plástico, 83% dos entrevistados dizem ter conhecimento
que o plástico é 100% reciclável
e pode ser usado como matéria prima para outros
produtos.
Pesquisa
Realizada entre os dias 2 e 3 de maio deste ano, a
pesquisa do Datafolha teve como objetivo conhecer a
opinião do consumidor paulistano sobre a retirada
das sacolas plásticas dos supermercados. Foram
entrevistados homens (46%) e mulheres (54%), com média
de 41 anos e pertencentes a todas as classes econômicas,
que costumam fazer compras de alimentos ou produtos
para casa em super/hipermercado, mesmo que eventualmente.
Foram realizadas 612 entrevistas, distribuídas
geograficamente na cidade de São Paulo. A margem
de erro máxima para o total da amostra é
de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.
78% do público estudado têm renda familiar
até cinco salários mínimos (R$
3.110,00), sendo 36% com renda familiar de até
dois salários mínimos.
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