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Inadimplência das
empresas tem maior elevação em seis anos
27-06-2012
Em maio, a inadimplência das pessoas jurídicas
cresceu 9,4% na comparação com abril último,
conforme revela o Indicador Serasa Experian de Inadimplência
das Empresas. Foi a maior elevação desde
2006, considerando-se a variação entre
o quinto e o quarto mês do ano.
O levantamento também apontou crescimento na
inadimplência dos negócios nas comparações
anual e acumulada. Na relação de maio
de 2012 sobre igual mês do ano anterior, a alta
foi de 13,2%. Na variação entre os acumulados
de janeiro a maio de 2012 e 2011, por sua vez, o avanço
foi de 17,5%.
Segundo os economistas da Serasa Experian, a evolução
da inadimplência em maio reflete a sazonalidade
para o mês, desta vez potencializada por uma série
de entraves econômicos. A baixa atividade econômica,
o reduzido patamar do crédito externo para empresas,
a forte inadimplência dos consumidores, as exportações
afetadas com a crise global (mesmo com a valorização
do dólar) impactam de forma negativa o fluxo
de caixa das empresas e ampliam as oportunidades de
inadimplência.
A intensa expansão dos protestos (19,4%), na
comparação maio com abril, abre espaço
para que futuros requerimentos de falências continuem
a ser utilizados como instrumento de cobrança.
Nos cinco primeiros meses de 2012, as dívidas
não bancárias (cartões de crédito,
financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços
como telefonia e fornecimento de energia elétrica
e água) tiveram um valor médio de R$ 775,74,
o que representou um crescimento de 4,0% ante igual
período de 2011.
As dívidas com bancos, por sua vez, tiveram
de janeiro a maio de 2012 um valor médio de R$
5.269,13, resultando em 4,3% de alta em relação
aos cinco primeiros meses de 2011.
Quanto aos títulos protestados, o valor médio
verificado de janeiro a maio foi de R$ 1.914,33, com
elevação de 11,1% sobre igual acumulado
do ano anterior.
Por fim, os cheques sem fundos tiveram, nos cinco primeiros
meses de 2012, um valor médio de R$ 2.191,88,
representando um aumento de 6,5% quando comparado com
o acumulado de janeiro a maio de 2011.
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