|
Rotatividade de CEOs
no Brasil fica acima da média global
30-05-2012
A 12ª edição da pesquisa CEO Succession,
da Booz & Company apontou que a taxa de rotatividade
dos comandantes das empresas no Brasil cresceu de 16,8%
- em 2010 - para 22,8% - em 2011 - superando a média
global, de 14,2%. Embora a maior parte das trocas tenham
sido transições planejadas, muitos CEOs
foram demitidos por não atingirem resultados
esperados em um período de grandes expectativas.
Na tentativa de corrigir rapidamente o rumo dos negócios,
71% das organizações brasileiras que trocaram
o seu CEO preferiram buscar um substituto nos seus quadros
internos ao invés de procurar o candidato no
mercado.
Com esse movimento das companhias, nove entre cada
dez executivos que assumiram o cargo de CEO no Brasil
no ano passado nunca haviam ocupado o posto. No geral,
foram indicados profissionais mais jovens que os anteriores,
com idade média de 50 anos. De acordo com o levantamento,
a efetividade dos dirigentes formados "em casa"
é comprovada ao longo do tempo. Entre 2008 e
2011, eles conseguiram um retorno quatro vezes maior
para os acionistas do que aqueles que vieram do mercado.
Além disso, a pesquisa mostra que seus mandatos
costumam ser mais longos e eles permanecem, em média,
um ano a mais no cargo.
“Os conselhos estão mais propensos a manter
seus principais executivos durante épocas de
incerteza econômica para manter a estabilidade,
mas estão mais dispostos a promover uma mudança
na liderança quando a estabilidade econômica
retorna e as perspectivas melhoram para a empresa”,
afirma Ivan de Souza, sócio sênior da Booz
& Company para América do Sul e Mercados
Globais (Ásia e Oceania). “O fato de que
a taxa de turnover geral está de volta aos níveis
históricos sugere que algumas empresas estão
fazendo um esforço real para repensar a estratégia
e impulsionar a performance.”
O estudo revelou, porém, que no Brasil a maior
parte das substituições foi planejada.
Das 37 mudanças ocorridas em 2011, 23 estavam
previstas. Em algumas companhias, o planejamento sucessório
muitas vezes faz parte do processo de profissionalização.
As trocas de comando, segundo a pesquisa, acontecem
mais nas grandes companhias. "Isso está
relacionado a um maior ativismo dos conselhos e ao desenvolvimento
da governança", diz Souza. A visibilidade
do CEO em uma grande corporação também
gera um desgaste maior de sua imagem, o que leva a uma
cobrança maior por resultados. Nas empresas de
menor porte, a saída do CEO acontece, em geral,
nos processos de fusão e aquisição.
"Quando duas companhias se unem, existe a duplicidade
de funções e uma delas acaba sendo eliminada".
Mundo
Enquanto a economia mundial iniciava a sua recuperação
no ano passado, a taxa de rotatividade de CEOs nas 2.500
maiores empresas de capital aberto do mundo voltaram
aos níveis registrados durante os anos anteriores
à recessão. Em 2011, 14,2% dos CEOs das
maiores companhias do mundo foram substituídos,
cifra compatível com a média histórica
dos últimos sete anos, de pouco mais de 14%,
porém muito mais alta que a taxa de turnover
de 11,6% de 2010, o ano da crise.
O estudo da Booz & Company sobre os padrões
de sucessão examinam o grau, natureza e distribuição
geográfica das mudanças de executivos-chefes
nas 2.500 maiores empresas de capital aberto do mundo.
O relatório deste ano, “The New CEO’s
First Year” (O primeiro ano do novo CEO), foca
especificamente os desafios dos novos executivos, quem
são e como se saíram.
Descobertas do estudo:
Os CEOs promovidos continuam a gerar mais retorno.
Embora o número de CEOs contratados no mercado
tenha aumentado nos últimos cinco anos, os CEOs
promovidos dentro da empresa continuam a ter melhor
desempenho, gerando retornos maiores para os acionistas
e permanecendo mais tempo no cargo. Entre 2009 e 2011,
os CEOs promovidos que saíram entregaram um retorno
anual aos acionistas 4,4% acima da média dos
índices do mercado local, comparados a um retorno
de apenas 0,5% dos CEOs contratados no mercado.
A contratação de CEOs no mercado continua
em alta. Em 2011, 22 por cento dos novos CEOs vieram
de fora de suas organizações, o que é
consistente com os níveis de 2010 e 2009, mas
é significativamente mais alto que os 14% de
CEOs contratados no mercado em 2007. Notavelmente, as
contratações de CEOs no mercado na América
do Norte chegaram a 22% em 2011, enquanto na Europa
Ocidental a taxa subiu para 31% em 2011, 24% mais alta
que em 2010 e 14% superior à de 2007.
O relacionamento entre o Chairman e o CEO evolui. Muitas
empresas reconhecem a pressão enfrentada pelo
novo CEO e respondem com um modelo “mentor-aprendiz”,
nomeando Chairman o CEO que está saindo para
que ele oriente o novo CEO. Na América do Norte,
37% dos CEOs que deixaram o cargo em movimentos de sucessão
planejada foram nomeados Chairman para atuarem como
mentores dos novos CEOs em 2011. No Japão, a
prática é muito mais frequente, com 63%
das empresas nomeando Chairman o CEO que está
de saída, enquanto na Europa apenas 17% das empresas
fizeram o mesmo.
As nomeações combinadas de Chairmen e
CEOs aumentaram ligeiramente em 2011, mas a tendência
geral é um declínio continuado nas nomeações
conjuntas. Mesmo com o leve aumento de 2011, a prática
da nomeação conjunta de Chairmen e CEOs
diminuiu ao longo dos últimos doze anos –
de 34% no ano 2000 para 14% em 2011, na média
global. A diminuição da frequência
de nomeações conjuntas foi mais pronunciada
na Europa, onde caiu de 53% no ano 2000 para apenas
17% em 2011.
Os desafios da nova classe de executivos. Após
o crescimento econômico estagnado ocorrido durante
a última recessão, os CEOs desta classe
enfrentam altas expectativas e novos desafios. Muitos
assumiram a liderança de empresas em processo
de globalização ou empresas em setores
que enfrentam forças de mercado disruptivas.
O turnover de CEOs nas grandes empresas dominou a atenção
do público no ano passado – a nova análise
da Booz & Company revela a história não
contada de como pode ser difícil o primeiro ano
no cargo.
O primeiro ano no topo
O relatório deste ano inclui os resultados de
entrevistas detalhadas com 17 CEOs ao redor do mundo,
de uma variedade de setores. A Booz & Company perguntou
que conselhos estes executivos dariam aos novos CEOs.
Entre as muitas sugestões, os grupo incentivou
os novos executivos a fazer as mudanças de pessoal
necessárias de forma rápida, mas mudar
a estratégia lentamente, enquanto estabelece
a confiança das equipes por meio da transparência.
“À medida que a taxa de turnover de CEOs
retorna aos níveis históricos, vemos os
executivos enfrentarem uma pressão ainda mais
intensa para ter uma boa performance no seu primeiro
ano”, disse Souza. “Nossa mesa redonda de
17 CEOs oferece orientações bastante práticas
aos novos CEOs e permite que aprendam a partir das suas
próprias experiências, enquanto avaliam
a sua atuação no primeiro ano. São
pérolas de conhecimento bruto.”
Com base em uma série de recomendações
de executivos experientes à nova classe de CEOs,
os conselhos mais importantes que os novos CEOs (ou
aspirantes a CEO) devem considerar incluem:
1) Limpe a casa (de forma seletiva) – lide com
as mudanças mais óbvias na equipe de executivos
o quanto antes.
2) Não seja tão rápido na mudança
de estratégia – pense duas vezes antes
de mudar a estratégia rapidamente, mesmo que
você acredite que a estratégia atual esteja
errada, e certifique-se de que a empresa tenha bases
sólidas antes de levá-la em outra direção.
3) Saia da sua zona de perigo – entenda como
cada parte da empresa funciona e qual tem sido o seu
desempenho.
4) Seja transparente – seja o mais aberto possível
sobre planos e motivações, com todos os
players críticos, e aja de forma decisiva ao
fazer as mudanças mais urgentes.
5) Não dê ouvidos a ninguém –
cada um age conforme seus próprios interesses,
mas nem sempre estes interesses estão de acordo
com o que é melhor para o CEO ou para a empresa
que você foi contratado para liderar.
6) Encontre um parceiro com quem você possa discutir
planos de forma aberta – e que não tenha
nenhum interesse além do seu sucesso.
7) Ponha a sua vida pessoal em ordem – gerencie
com cuidado o seu tempo e a sua vida familiar.
O primeiro ano costuma definir carreiras, e estabelecer
a base necessária para uma boa performance é
crucial para o sucesso, especialmente quando consideramos
o ambiente tumultuado no qual muitos CEOs estão
entrando.
Outras descobertas do estudo:
O turnover de CEOs é mais alto nas empresas
maiores
A taxa de turnover de CEOs foi mais alta entre as maiores
empresas por capitalização de mercado
– pouco mais de 14% em média nos últimos
doze anos – e cerca de 2% mais alta que nas empresas
que ocuparam as posições de 215 a 2.500
no ranking de capitalização de mercado
entre 2000 e 2011.
O turnover relacionado a fusões e aquisições
é tradicionalmente maior entre as empresas menores,
com um turnover de 2,2% entre as 2.000 menores empresas
recém-saídas de processos de consolidação,
comparado a 1,3% nas 100 maiores empresas.
O turnover foi maior nos setores que enfrentam forças
de mercado disruptivas
O turnover nos setores de energia, telecomunicações
e serviços de utilidade pública foram
de 19, 18 e 16%, respectivamente, em 2011.
No setor diversificado, as mudanças de liderança
aconteceram a uma taxa de apenas 6%.
As taxas de sucessão são desiguais entre
os maiores mercados emergentes
· Desde 2006, o número de empresas entre
as 2.500 maiores com sede no BRIC e nos países
emergentes mais que dobrou.
· Em 2011, o turnover nas empresas sediadas
no Brasil, na Rússia e na Índia ocorreu
a uma taxa de 22%, enquanto a taxa nos EUA, no Canadá
e na Europa Ocidental foi de apenas 13%.
· O turnover de CEOs na China foi de apenas
6,8% em 2011.
O CEOs promovidos têm gestão mais longa
· Desde 2000, os CEOs promovidos vêm liderando
suas empresas por pelo menos um ano a mais que os CEOs
contratados no mercado.
Links úteis aos usuários
Clique
aqui e compare preços de produtos e serviços
de calculadora
Clique
aqui e compare preços de centenas de produtos
Matérias relacionadas
- Reputação
do CEO causa impacto na imagem da empresa
- Mercado
de emprego para MBAs apresenta melhora
- Estudo
relaciona ausência de funcionários e eventos
esportivos
- Estrangeiros
da área de petróleo fazem salários
aumentarem na América do Sul
- Cresce
presença de mulheres em posição
de liderança no Brasil
- Vagas
para executivos tiveram queda de 18% em abril
Leia também
outras matérias da seção Pesquisas:
-
CANAL EXECUTIVO possui serviço de pesquisa sob
encomenda
- 14%
dos usuários usam redes sociais com foco profissional
- Trabalho
remoto é bom para você e para o planeta
- Empresas
vão investir mais em mídias sociais em
2012
- Estudo
aponta mudanças na experiência de assistir
TV
- Estudo
vê maior vantagem competitiva em empresas que
adotam business analytics
- Empresários
e profissionais liberais já representam quase
metade dos síndicos de SP
- Estudo
mapeia área de compras nas empresas
- Empresas
já reconhecem vantagens do uso de geomarketing
- Classe
média emergente traz desafios às empresas,
aponta estudo
- Profissionais
trabalham além da conta e prejudicam saúde
- Estudo
traça perfil do empreendedor digital brasileiro
- Executivos
do país não estão prontos para
atuação global
- Executivo
de marketing não sabe agir ante revolução
digital
- Estudo
mostra que investir no cliente dá retorno certo
- Mais
da metade dos gestores não atende expectativas
dos comandados
- Estudo
desvenda características comuns a empreendedores
- Brasil
tem uma das menores cargas fiscais para profissionais
de alta renda
Clique
Aqui e Veja Mais Pesquisas
Leia
Todas as Últimas Notícias
|