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Terceira idade está
cada vez mais presente no mercado de trabalho
03-07-2012
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
e o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)
divulgaram uma pesquisa em que apontam que na década
passada o número de idosos no mercado de trabalho
aumentou acima da média nacional. Em 2001 eram
aproximadamente 4,6 milhões de brasileiros com
idade superior a 60 anos ativos profissionalmente, em
2010, o número passou para 6,3 milhões.
Esta variável, de 34%, é superior ao aumento
geral do nível de emprego da população,
de 21%.
Se não é mais tão raro encontrar
profissionais em idade mais avançada no quadro
funcional, o que motiva essas pessoas a retornar ao
mercado? Segundo o diretor da Nossa Gestão de
Pessoas e Serviços, Emílio Morschel, é
uma união de fatores que inclui a legislação
que torna possível se aposentar e continuar trabalhando,
a necessidade de complementação da renda
e o aumento da expectativa e da qualidade de vida.
A economia em crescimento e a procura das organizações
também fecham este cenário. “Com
o mercado de trabalho em alta, as empresas começaram
a rever seus requisitos e exigências e os trabalhadores
com mais idade passaram a ter novas oportunidades. Hoje,
pode-se dizer que uma pessoa com 60 anos tem ainda energia
e vitalidade e pode ser útil ao trabalho e à
comunidade”, afirma. Em 1941 os idosos representavam
4% da população, hoje compreendem 11%
e, em 2040, devem ser 30%.
Exigência e experiência
O envelhecimento do mercado de trabalho demanda algumas
mudanças na rotina das organizações.
Mas, segundo Morschel, essas alterações
não são impactantes no dia a dia do ambiente
profissional. “É uma necessidade de pequenas
mudanças, nada muito significativo; são
adaptações, como horários mais
flexíveis e mudanças nos programas de
benefícios. Como exemplo posso citar substituir
o auxílio creche ou educação por
planos de assistência médica, programas
de qualidade de vida ou subsídios para a aquisição
de medicamentos”, diz.
Em troca, as empresas poderão perceber que contam
com profissionais mais velhos, porém também
mais comprometidos e dispostos. “Eles já
possuem estabilidade familiar, portanto querem usar
o tempo a seu favor. Valorizam as relações
humanas, prezam a cooperação, a amizade
e o trabalho em equipe. Também transmitem conhecimento,
experiência e energia às novas gerações,
já que possuem foco definido e não se
dispersam com facilidade”, complementa.
O Ministério de Trabalho identificou que, em
2010, 14,21% das 44 milhões vagas de emprego
do País estavam ocupadas por maiores de 50 anos,
ou seja, seis milhões de pessoas. Não
há uma área específica onde a procura
é maior, uma carreira ou formação
de destaque. Para Morschel, de maneira geral, este público
pode ser reinserido. “Do alto executivo ao profissional
operacional, o atendente ou o balconista. As únicas
exceções são as funções
que exijam maior vigor físico ou longas jornadas
de trabalho”, diz. Site: www.rhnossa.com.br.
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