41% das empresas exigem direção defensiva dos condutores das frotas

06-07-2012

Os resultados da pesquisa Corporate Vehicle Observatory (CVO) 2012, estudo global que estuda o mercado de frotas de empresas em mais de 15 países do mundo, concluiu que, em relação as políticas de segurança no trânsito, 41% das empresas de médio e grande porte no Brasil exigem de seus funcionários formação defensiva na condução dos veículos. Nas companhias menores o total é de 24%.

Nos países europeus essa prática gira entre 21% nas empresas maiores e 21% nas menores. No Brasil 85% das empresas ministram os cursos em sala de aula e apenas 8% aplicam a questão prática. “O estudo mostra que o Brasil é mais rígido em relação às políticas de frotas que a Europa”, afirma Arnault Leglaye, CEO da Arval Brasil.

Um dado positivo na análise mostra que, além de investir em cursos de segurança no volante, as empresas têm mantido uma periodicidade nessas atualizações. A maioria das grandes empresas brasileiras analisadas (54%) afirma manter uma regularidade anual desses cursos para funcionários. Número superior ao registrado na União Europeia (52%). Nas companhias menores a relação entre Brasil e Europa é de 49% e 54%, respectivamente.

Dentro das políticas de RH das empresas, a preocupação com a segurança ao volante também é um item prioritário. Falar ao celular dirigindo, por exemplo, é uma prática condenada por 47% das companhias analisadas, enquanto que no exterior apenas 37% são contra celular no volante. Um grupo que representa 32% das grandes corporações brasileiras possui benefícios para funcionários cuidadosos no trânsito. Em empresas menores, essas ações representam 25%. Na União Europeia, essas práticas não ultrapassam 13%.

A pesquisa CVO conta com o apoio da multinacional francesa Arval – focada em gestão de frotas empresariais, e avaliou mais de 4.800 empresas em nações como França, Alemanha, Grécia, Itália, Espanha, Suíça, Polônia, Portugal, Reino Unido, Brasil, Rússia, Índia e Turquia. Este é o terceiro ano que o Brasil participa da pesquisa criada em 2002. A avaliação foi dividida em duas frentes: micro e pequenas empresas, médias e grandes companhias.

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