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Estudo indica queda de
80,40% na geração de empregos nos bancos
06-08-2012
A geração de empregos no sistema bancário
brasileiro caiu 80,4% no primeiro semestre de 2012 com
relação ao mesmo período do ano
passado. Nos primeiros seis meses deste ano, foram criadas
2.350 vagas contra 11.978 no primeiro semestre de 2011.
Além disso, no mesmo período, os bancos
contrataram 23.336 empregados e desligaram 20.986. No
entanto, o salário médio dos que foram
admitidos foi de R$ 2.708,70 e o dos demitidos de R$
4.193,22, uma redução de 35,40%.
Os dados são da 14ª edição
da Pesquisa de Emprego Bancário, realizada trimestralmente
pela Confederação Nacional dos Trabalhadores
do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e pelo Departamento
Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos
(Dieese), com base no Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho
e Emprego.
A pesquisa mostra ainda que a rotatividade no setor
bancário tem sido maior do que 7% ao ano. O presidente
do Contraf-Cut, Carlos Cordeiro, ressaltou que a rotatividade
existe em todos os setores, mas nos bancos “é
evidente” que esteja sendo usada para reduzir
os salários, já que a diferença
entre a remuneração do trabalhador demitido
para o novo contratado é de 35,4%.
“Estamos muito preocupados com esses dados. Por
isso, há duas semanas, entregamos o estudo para
o Ministério do Trabalho e Emprego. No setor
público, esses números são menores,
mas no privado os bancos estão usando esse recurso
para reduzir custos e ampliar lucros”, disse Cordeiro.
Segundo os dados, as vagas abertas no primeiro semestre
representam uma expansão de 0,46% no emprego
bancário. Comparado com os empregos gerados em
todos os setores, isso indica que os bancos contribuíram
com 0,22% do total.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban)
foi procurada para comentar a pesquisa, mas até
o momento em que a matéria foi publicada não
havia respondido.(Agência Brasil)
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