Executivos preferem ganhar um pouco menos em troca de remuneração segura

17-07-2012

A maioria dos executivos é avessa ao risco em seus planos de remuneração, prefere os incentivos de curto prazo e rejeita planos muito complexos. Isso foi o que concluiu o estudo “Making executive pay work: the psychology of incentives”, realizado pela PwC em parceria com a London School Of Economics and Political Science (LSE). A pesquisa, elaborada a partir de entrevistas com 1.106 executivos de 43 países, sendo 56 do Brasil, também revelou que os profissionais da América Latina são aqueles que aceitam os pacotes mais arrojados.

Entre os brasileiros, 35% mostraram-se interessados em trocar um salário fixo por um bônus variável, porém mais significativo. Mas essa disposição fica restrita a situações em que a soma é bem elevada e é oferecida como um rendimento extra, não como salário. Por outro lado, os britânicos e os australianos lideram aqueles que preferem modelos mais conservadores: apenas 15% mostraram-se inclinados a aceitar esse tipo de troca.

Para o sócio da PwC João Lins, a descoberta coloca um ponto de interrogação sobre a eficácia dos incentivos de longo prazo, como os bônus diferidos ou os planos baseados em ações. Apesar de defendidos pelos acionistas, reguladores e órgãos de governança corporativa como uma poderosa forma de influenciar o comportamento dos executivos, alguns tipos de incentivo não são tão valorizados por quem os recebe.

Os profissionais tendem a utilizar uma taxa de desconto muito superior a de mercado na hora de calcular o valor presente do incentivo de longo prazo. “É difícil ver como uma remuneração que tem baixo valor na percepção dos executivos possa ter uma influência significativa na postura desses profissionais”, comenta. “Por isso, espera-se que a pressão por aumentos efetivos nos salários seja cada vez maior”, diz.

O levantamento apontou que os benefícios de longo prazo tornaram-se tão complexos e voláteis que já não motivam os profissionais. Aproximadamente dois terços dos executivos ouvidos pelo estudo afirmaram valorizar uma participação nos lucros das companhias das quais eles fazem parte, mas menos da metade considera efetiva a maneira como o incentivo é oferecido – os países onde se verificou a melhor avaliação desse tipo de bonificação foram exatamente aqueles onde o bônus possui um formato mais simples.

A pesquisa também avaliou a importância da percepção de justiça em relação aos pares na forma de remuneração. A maioria dos profissionais aceitaria ganhar menos em termos absolutos desde que a quantia fosse maior que a recebida por seus pares. Somente um quarto dos entrevistados optaria por uma remuneração maior em termos absolutos, mas inferior aos profissionais na mesma posição.

Mas a questão financeira não é tudo para os executivos. Os participantes do estudo garantiram que estariam dispostos a abrir mão, em média, de até 28% de seus rendimentos para terem o emprego dos sonhos. O resultado desse quesito foi bem consistente em todo o mundo: o menor corte aceito foi o proposto pelos executivos indianos (24%), enquanto o maior partiu dos norte-americanos (35%).

Links úteis aos usuários

Clique aqui e compare preços de produtos e serviços de calculadora

Clique aqui e compare preços de centenas de produtos

Matérias relacionadas

- Engenheiros conquistam cargos de gestão e melhores ofertas de emprego

- Escassez global de talentos preocupa multinacionais

- Brasileiro costuma esperar mais por vaga de emprego que lhe satisfaça

- Mais executivos querem mudar de emprego em 2012

- Cresce a satisfação com a atividade profissional

- Rotatividade de CEOs no Brasil fica acima da média global

- Vagas para executivos tiveram queda de 18% em abril


Leia também outras matérias da seção Pesquisas:

- CANAL EXECUTIVO possui serviço de pesquisa sob encomenda

- Estudo mostra como profissional de TI utiliza tempo livre

- 14% dos usuários usam redes sociais com foco profissional

- Trabalho remoto é bom para você e para o planeta

- Empresas vão investir mais em mídias sociais em 2012

- Estudo aponta mudanças na experiência de assistir TV

- Estudo vê maior vantagem competitiva em empresas que adotam business analytics

- Empresários e profissionais liberais já representam quase metade dos síndicos de SP

- Estudo mapeia área de compras nas empresas

- Empresas já reconhecem vantagens do uso de geomarketing

- Classe média emergente traz desafios às empresas, aponta estudo

- Profissionais trabalham além da conta e prejudicam saúde

- Estudo traça perfil do empreendedor digital brasileiro

- Executivos do país não estão prontos para atuação global

- Executivo de marketing não sabe agir ante revolução digital

- Estudo mostra que investir no cliente dá retorno certo

- Mais da metade dos gestores não atende expectativas dos comandados

- Estudo desvenda características comuns a empreendedores

- Brasil tem uma das menores cargas fiscais para profissionais de alta renda

Clique Aqui e Veja Mais Pesquisas
Leia Todas as Últimas Notícias