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Programa
do governo pretende desburocratizar registro de empresas
17-09-2012
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior (MDIC), em parceria com o
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e
Pequenas Empresas (Sebrae) e com a Junta Comercial do
Distrito Federal (DF) lançam o Projeto Integrar.
O objetivo é reunir os órgãos envolvidos
no processo de abertura da empresa. Dessa forma, os
empresários poderão acessar o sistema
de registro de empresas pela internet, entregar os documentos
na Junta Comercial que compartilhará a documentação
com os demais órgãos envolvidos.
Segundo a presidenta da Junta Comercial do DF, Cristiane
Hanashiro Okada, o processo, que será dividido
em quatro etapas, vai simplificar e agilizar a formalização
das empresas. “Queremos aumentar a produtividades
e atrair investimentos para melhorar o ambiente de negócios
no Brasil”, disse. A previsão é
que o programa seja totalmente implantado no segundo
semestre do ano que vem. Quando isso ocorrer, a espera
do empresário pela documentação,
que atualmente é 49 dias, deve ser reduzida para
nove dias.
Na primeira etapa do Integrar, os empresários
vão conseguir analisar a viabilidade de formalizar
a empresa na internet. Nas duas fases seguintes, devem
preencher todas as informações de contrato
social. Somente na última etapa é que
será necessário comparecer à junta
comercial. Nesta fase, o empresário sairá
com toda a documentação para a formalização
e legalização dos negócios.
“Não será mais preciso bater de
porta em porta e tirar várias cópias de
documento. Teremos um cadastro unificado”, comentou
Cristiane, confirmando o slogan do programa é
"Quem Circula É a Informação
e Não o Cidadão".
A iniciativa do governo federal foi baseada na implantação
do sistema em Minas Gerais. No DF, o programa chega
como piloto, para em seguida ser expandido a oito estados.
A meta é que ele chegue a todas as unidades da
Federação.
O anúncio do Integrar ocorre ao mesmo tempo
em que pesquisa da Confederação Nacional
da Indústria (CNI), divulgada na última
semana, mostrou que a burocracia afeta 92% das empresas
brasileiras. O levantamento também destacou que
o excesso de exigências eleva os custos, desvia
recursos das atividades produtivas e atrapalha os investimentos.
As principais dificuldades indicadas foram o número
excessivo de obrigações legais, a complexidade
dessas obrigações e a alta frequência
de mudanças nas exigências.
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