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Dez dicas para circular
com destreza pelos labirintos corporativos
24-07-2012
As empresas podem ser labirintos complexos, cheios
de voltas, becos sem saída, atalhos e bifurcações.
Como transitar com eficácia e agilidade no ambiente
organizacional? Para Pablo Aversa, sócio-fundador
da Alliance Coaching, essa resposta está diretamente
ligada à capacidade dos profissionais em aceitar
e assimilar as complexidades de cada empresa.
“Na maioria das organizações, o
melhor caminho para chegar a algum lugar quase nunca
é uma linha reta. Existe uma estrutura formal,
aquela do organograma, na qual o caminho parece ser
uma linha direta; e também a estrutura informal,
na qual os caminhos se cruzam uma ou várias vezes.
Considerando que as organizações são
compostas por pessoas, elas tornam-se bem mais intricadas”,
comenta Aversa.
É uma “fauna e flora” muito rica:
existem pessoas que agem como filtros, como catalisadores,
como obstáculos, como antagonistas, como guias,
como bons samaritanos e ainda como influenciadores.
Tudo se desenvolve nesse labirinto com maior ou menor
intensidade, de acordo com a cultura existente.
“O ponto crucial para alcançar êxito
ao transitar pela complexidade das organizações
é justamente encontrar um caminho que leve à
meta desejada no menor tempo – e fazendo o menor
número de marolas possível”, afirma
o especialista em carreiras. Para ele, em vez de combatê-las
ou lamuriar-se, a melhor maneira de fazer esse trajeto
com sucesso é aceitar e absorver as complicações
das empresas, aprendendo a andar com destreza pelo labirinto
corporativo.
Confira dez considerações fundamentais
nesse processo de aprendizado:
1. Faça uma avaliação
em relação ao seu desempenho.
Tente fazer uma avaliação mais honesta
que puder sobre o motivo pelo qual não é
suficientemente habilidoso ao realizar o trabalho de
maneira suave e eficaz na organização.
Peça feedback para pelo menos uma pessoa de cada
grupo com o qual trabalha.
2. Dê uma sacudida nas velhas abordagens.
O que está fazendo que aparentemente não
está funcionando? Mude alguma coisa. Experimente
fazer o que geralmente não faz. Observe o que
os demais fazem que é bem mais eficiente comparativamente
ao que faz. Monitore o que funcionou e o que não
funcionou.
3. Passe uma impressão positiva.
O seu estilo pessoal pode estar atrapalhando. As pessoas
deixam impressões diferentes. Quem passa uma
impressão positiva consegue fazer mais coisas
na empresa que aqueles que deixam má impressão.
De que lado você está? Não se esqueça
de que impressões positivas incluem a habilidade
de ouvir.
4. Seja imparcial. As relações
que funcionam estão baseadas na imparcialidade
e na consideração do impacto sobre os
demais. Não se limite a fazer solicitações
e perguntas, chegue também a um consenso sobre
como pode ajudar, em vez de apenas pedir apoio. Você
sabe o que a área com a qual você entrou
em contato precisa para solucionar um problema ou obter
uma informação? Como eles veem essa questão?
É importante para eles? Como serão afetados
pelo que você está fazendo? Se isso os
impacta negativamente, você pode oferecer algo
em troca?
5. Mapeie outras fontes de suporte.
Às vezes, o problema está na avaliação
das pessoas. Quem quer mesmo ajudar? Quem vai acabar
atrapalhando? No fundo, o que eles querem? O que eles
vão pedir em troca do apoio?
6. Considere a natureza da organização
(e não se frustre). O problema pode
estar em subestimar a complexidade das organizações.
Algumas pessoas sempre gostam de pensar que as coisas
são mais simples do que realmente são.
Apesar de ser possível que algumas empresas sejam
simples, a maioria não é. Tenha sempre
isso em mente.
7. Foque. Às vezes, a falta
de organização é o que lhe causa
problemas. Compreender como as organizações
funcionam requer um pouco de disciplina. Você
precisa enxergar além do que está na sua
frente para realmente compreender o contexto.
8. Deixe o rio levar você. Algumas
pessoas sabem quais são os passos necessários
para concretizar algo, mas não têm a paciência
necessária para acompanhar o processo. Transitar
pelo labirinto inclui parar de vez em quando e deixar
que as coisas sigam seu próprio curso. Paciência
e agilidade em aprender podem fazer uma grande diferença
ao mapear caminhos, esquinas, ruas sem saída
e atalhos.
9. Saiba esperar o inesperado. Se
você geralmente perde a cabeça ou fica
frustrado, pratique as respostas antes de o fato se
consumar. Qual seria o pior dos cenários? O que
faria se isso acontecesse? Pode parar, contar até
dez ou se perguntar por que algo não pode ser
feito. Ass im, pode obter as informações
necessárias e criar contrarreações.
Não reaja, aprenda.
10. Identifique as principais peças
e que papéis desempenham no tabuleiro corporativo.
Como elas concretizam as coisas? Em quem confiam para
fazer as coisas andar mais rápido pelo labirinto?
Como você se compara a elas? Quais são
as peças-chave que controlam o fluxo de recursos,
dados e decisões? Quais são as peças-guia
e orientadoras? Conheça cada uma delas mais a
fundo. Quais são as principais antagonistas e
quais são as peças-obstáculo? Tente
evitá-las ou contorná-las. Afinal, nunca
é tarde para se aprimorar no xadrez corporativo.
Site: www.alliancecoaching.com.br
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