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Rio de Janeiro cai para
3º no ranking de acidentes de trabalho no Sudeste
27-07-2012
O estado do Rio de Janeiro passou do segundo para terceiro
lugar no ranking de acidentes de trabalho registrados
na Região Sudeste, nos últimos quatro
anos, de acordo com dados do Anuário Estatístico
da Previdência Social, do Ministério do
Trabalho. Em 2008, o Rio de Janeiro registrou mais de
50 mil casos de acidentes de trabalho. Em 2009, foram
49.597 casos e, no ano seguinte, esse número
caiu para 40.384.
São Paulo e Minas Gerais lideram o ranking e
tiveram registrados 247.199 e 76.663 acidentes de trabalho,
respectivamente. No país, foram registrados 701,4
mil acidentes de trabalho segundo dados divulgados pelo
Ministério da Previdência Social.
A informação foi dada hoje (27) pela
coordenadora do Grupo de Trabalho Interinstitucional
(Getrin), órgão coordenado pela Secretaria
Estadual de Trabalho e Renda, Maria Cristina Rodrigues.
Ela participou de seminário realizado no Tribunal
Regional do Trabalho (TRT), na capital fluminense, em
celebração ao Dia Nacional de Prevenção
de Acidentes de Trabalho.
"Isso significa que o Rio de Janeiro está
se movimentando no sentido de reduzir esses números.
Não a redução pela redução,
mas no sentido de campanhas de prevenção
de acidente de trabalho", disse.
Foco nos jovens - O juiz titular do Tribunal Regional
do Trabalho, André Gustavo Villela, avalia que
o maior desafio da magistratura e dos parceiros é
a ideia de conscientização da responsabilidade
com a segurança. Segundo ele, os jovens são
o foco principal dessa conscientização,
pois estão prestes a ingressar no mercado de
trabalho.
"Eles reparam muito no que acontece em casa e
são ótimos replicadores do conhecimento.
É importante por causa da entrada deles no mercado
de trabalho já com uma conscientização
da questão de sua obrigação",
disse.
Villela lembrou que o país precisa se preocupar
mais com a questão de segurança do trabalho,
principalmente na área rural. De acordo com ele,
apesar do crescimento da economia com o biocombustível
a partir do etanol, o operário vinculado à
colheita da cana-de açúcar ainda trabalha
de forma precária.
"Fala-se muito em empregos verdes e em economia
verde, mas a gente não pensa no ser humano. Muitas
vezes, a gente pensa no meio ambiente e esquece de pensar
no ser humano. Nós temos tido muita situação
de emprego verde, mas com trabalhos marrons", disse.
Números maiores - Para a coordenadora do Getrin,
Maria Cristina Rodrigues, que também é
superintendente da Saúde, Segurança e
Ambiente da Secretaria Estadual de Trabalho e Renda,
o número de acidentes de trabalho na realidade
é bem maior, já que existem acidentes
que não são registrados e muitos trabalhadores
autônomos.
"Os números são de acordo com a
Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT)
documentada. Na verdade, é um número que,
no mínimo, deveríamos multiplicar por
três. Se a gente considerar alguns estudos da
Organização Internacional do Trabalho
(OIT) e de algumas outras instituições,
nós podemos dizer que acontecem cerca de 40 a
50 acidentes de trabalho por minuto", disse.
Segundo a Lei 8.213, de 1991, é considerado
acidente de trabalho qualquer eventualidade que acometa
o profissional em seu espaço de trabalho –
inclusive no trajeto entre o domicílio e o local
de trabalho. De acordo com a legislação,
também são consideradas acidentes de trabalho
doenças adquiridas devido ao exercício
do trabalho ou desencadeadas em função
das condições específicas do trabalho,
o que inclui doenças ocupacionais, como tendinites.
(Agência Brasil)
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