Notícias

Maior fabricante do país, Chapéus Cury completa 85 anos

Manter-se ativa durante 85 anos é uma conquista de poucas empresas no Brasil. Uma delas é a Chapéus Cury, maior fabricante de chapéus no país. Única produtora do país a utilizar pêlo como matéria-prima, a Cury carrega uma história de episódios marcantes, como a criação do modelo utilizado pelo personagem Indiana Jones e, mais recentemente, o licenciamento da marca “América”.

A Cury iniciou suas atividades em 1920, na cidade de Campinas(SP), onde está fixada até hoje. A fábrica, uma das mais tradicionais da cidade, começou com uma tímida produção de carapuças, chapéus semi-acabados.

No início, era preciso vender toda a produção para adquirir mais matéria prima. A expansão da fábrica, porém, não demorou a acontecer, afinal, até meados do século XIX, o chapéu fazia parte do cotidiano da maioria dos brasileiros. A partir dos anos 40 e 50, porém, embora tenha mantido um mercado fiel e estável, o chapéu deixou de ser um produto de massa, até o fim da década de 80, quando as festas de rodeio fizeram ressurgir com força o estilo country e o chapéu voltou a ser um artigo de moda. Hoje, além de atuar em todo o país, a Chapéus Cury exporta seus produtos para Estados Unidos, Bolívia, México, Austrália e Canadá.

Como não existem indústrias que produzam máquinas para fabricação de chapéus, toda a manutenção é realizada por profissionais da própria Cury, que conta com uma equipe de marcenaria e mecânica para fazer todos os ajustes necessários, inclusive produzindo peças para reposição nas máquinas.

O mercado country veio se consolidando ao longo dos últimos anos no país: são cerca de 2800 festas anuais. O ano de 2005, porém, foi particularmente positivo para o mercado e para a Cury. A empresa, que desde 2004 atua no ramo de confecção em jeans, foi a responsável pelo licenciamento da marca América, que lhe permitiu comercializar com a linha “América by Cury” para chapéus e bonés e “Cury Jeans, o jeans da novela América” para calças e camisas. Além disso, a Cury forneceu todo o vestuário para os personagens do núcleo country da novela.

Para suas campanhas de marketing, a empresa contou em 2005 com o ator Murilo Rosa, que deu vida ao peão Dinho, um dos personagens mais populares da novela, e estampou cartazes, displays, postais e outdoors da empresa, distribuídos em milhares pontos de vendas por todo o país.

Marcando presença nos principais rodeios do país, como o de Jaguariúna e Americana, a Cury foi responsável por todos os chapéus comercializados dentro do recinto da festa de peão de Barretos, que completou 50 anos em 2005.

Produção

Do latim “cappa” e “capucho”, a palavra chapéu significa “peça usada para cobrir a cabeça”. A matéria prima básica para sua produção é o pêlo de lebre ou a lã de ovelha. O primeiro confere ao chapéu uma qualidade superior, principalmente quando se acrescenta pêlo de castor junto ao pêlo de lebre.

Produzir um chapéu é um processo longo, que pode levar de 10 a 12 dias. A Chapéus Cury, em todos estes anos de história, manteve a tradição na fabricação dos chapéus, investindo num processo artesanal que se preocupa também em atender as modernas exigências do mercado em relação à qualidade do produto.

O primeiro passo na fabricação é a limpeza da matéria prima, para a remoção de resíduos e impurezas. O chapéu começa a ganhar corpo quando vai para a ‘campainha’, uma espécie de centrífuga onde o pêlo é compactado e, graças à ação do vapor, ganha o formato de um cone, a chamada carapuça. Essa carapuça passa por um encolhimento gradativo, até chegar a seu tamanho e espessura ideais.

Depois de prontas, as carapuças são tingidas e seguem para a seção de enformação, onde ganham modelo e tamanho específicos. Na seqüência, são efetuados os acabamentos finais, com a colocação do forro, carneiras e bandas, e com a modelação da aba.Finalizado, o chapéu passa por um rigoroso controle de qualidade antes de ser embalado e enviado para os milhares de pontos de venda espalhados por todas as regiões do país.

O modelo usado pelo personagem de Harrison Ford foi criado pela Cury, sob encomenda dos produtores do filme. A Cury desenvolveu o modelo e enviou o produto semi-acabado para uma empresa norte-americana, que deu os acabamentos finais. Hoje, o modelo continua sendo muito procurado e é vendido pela Cury com o nome de Social 06.


Leia Também

Randon vende mais de 400 vagões ferroviários à MRC

Fertibom inicia produção de biodiesel

Banco DaimlerChrysler alcança R$ 2,5 bilhões em carteira

Pólo de cosmético ajuda a mudar Diadema

Venda de eletrônico pela web deve crescer 40% no Natal

Clique Aqui e Veja Mais Notícias de Empresas
Leia as Últimas Notícias



Clique aqui e assista entrevistas em vídeo
Veja Vídeos


Repórter Celular





Premiere é
da Adobe