Vendas diretas cresceram 24,31% no
1º trimestre
O setor de Vendas Diretas continua aquecido e em franco crescimento.
De acordo com a ABEVD - Associação Brasileira de Empresas
de Vendas Diretas, o segmento movimentou R$ 2,4 bilhões nos
três primeiros meses de 2005 – 23% acima que o mesmo
período de 2004, que foi de R$ 2 bilhões. Descontada
a inflação, o crescimento líquido foi de 14%.
A desaceleração da economia e as recentes projeções
para baixo no PIB não interferem na performance do setor,
pelo contrário. O número de revendedores de artigos
porta-a-porta também cresceu. “Houve um crescimento
de 7% no número de revendedores cadastrados; atualmente são
mais de 1,5 milhão de pessoas que ajudam a movimentar a economia
do País”, conta Rodolfo Guttilla, presidente da ABEVD.
Guttilla revela, ainda, que o rendimento médio do revendedor
também apresentou boa performance. Ele conta que os ganhos
estão na ordem de R$ 711,92 no primeiro trimestre, contra
R$ 647,99 do mesmo período do ano passado – um aumento
de 10%.
Conseqüentemente, a produtividade desses profissionais cresceu:
houve um aumento de 29% no volume de itens comercializados, o que
pode indicar que os artigos de Vendas Diretas estão mais
presentes na vida dos brasileiros. “Foram 208 milhões
nos primeiros três meses de 2004, ao passo que no período
compreendido entre janeiro e março de 2005 passaram dos 270
milhões”, completa Guttilla.
Na avaliação da ABEVD, o crescimento do setor de
Vendas Diretas deve-se a diversos fatores. Um deles é o investimento
das empresas em produtos de alto valor agregado, o que é
percebido pelos consumidores. Outro fator é o ingresso de
mais revendedores no segmento devido à relação
custo-benefício.
Há mais de seis anos o segmento mantém um ritmo de
crescimento no Brasil. De acordo com a World Federation of Direct
Selling Associations (WFDSA), órgão a qual a ABEVD
é afiliada, o País ocupa o 7º lugar no ranking
mundial de Vendas Diretas.
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