| Setor
de eletroeletrônicos deve crescer 14% no
ano
Estimativa preliminar da ELETROS – Associação
Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos
é de que as vendas da indústria
para o Natal deverão se situar em torno
de 4% acima de igual período do ano passado,
tornando possível ao setor crescer cerca
de 14% no acumulado do ano.
Depois da ligeira retração na demanda
verificada nos meses de julho e agosto, a previsão
é de que as vendas deverão retomar
o ritmo sazonal a partir deste mês. Os meses
de outubro e novembro, que concentram o grande
volume das vendas de Natal, representam cerca
de 21% do volume comercializado no ano. O segundo
semestre, especificamente, concentra 52% dos negócios
do setor.
"A expectativa é de um pequeno crescimento
em relação ao Natal do ano passado",
afirma Paulo Saab, presidente da ELETROS, ao ressaltar
que a projeção de crescimento no
acumulado do ano é bem mais positiva, em
torno de 14%, face ao excelente desempenho registrado
no primeiro semestre.
Neste Natal, a linha de imagem deve crescer acima
das linhas branca e de portáteis. "A
queda do dólar levou à redução
do custo dos componentes importados utilizados
na fabricação dos produtos de imagem
e som, favorecendo as vendas", explica Saab.
Por isso, produtos como os televisores e aparelhos
de DVD estão entre os que mais devem vender
neste Natal, devido à queda nos preços
ao consumidor. Na linha branca, os refrigeradores
e lavadoras automáticas devem liderar as
vendas no segmento, enquanto nos portáteis,
os destaques deverão ser os liquidificadores,
batedeiras de bolo e ventiladores.
No geral, os preços dos eletroeletrônicos
têm sofrido variações abaixo
da inflação, favorecendo a demanda.
De janeiro a setembro, segundo dados da Fipe,
o Índice de Preços ao Consumidor
(IPC) registrou alta de 3,27%, enquanto os eletroeletrônicos
tiveram variação negativa de 0,97%
no período.
O presidente da ELETROS observa que as vendas
de Natal poderiam ser ainda melhores se o consumidor
já não apresentasse sinais de perda
da capacidade de endividamento. "Há
um limite para se endividar, mesmo no crediário,
e estamos observando que o fôlego do consumidor
para assumir o financiamento está diminuindo",
completa Saab.
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