Sebrae e Visa fecham parceria estratégica
A Visa do Brasil e o Sebrae-SP acabam de firmar
uma aliança pioneira e estratégica, cujo objetivo
é fomentar o acesso das micro, pequenas e médias empresas
ao crédito concedido pelos bancos. Atualmente, o maior desafio
para esse segmento é obter capital para cobrir as despesas
iniciais e de expansão do setor e assegurar o capital de
giro para gerenciar o fluxo de caixa.
A Visa realizará uma série de programas e ações
em conjunto com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas
Empresas de São Paulo (Sebrae-SP) para aumentar o conhecimento
sobre benefícios gerados pelos meios de pagamento eletrônico,
dos quais se destacam o controle financeiro, a transparência,
a modernidade e a redução de custos operacionais.
Ao mesmo tempo, a bandeira estimulará o intercâmbio
de informações entre os emissores e o Sebrae-SP e
apoiará os bancos a difundir os cartões empresariais,
gerando novas oportunidades de negócio. Com essas atividades,
a Visa espera aumentar de 30% a 40% o número de cartões
empresariais emitidos no País.
“O crescimento das pequenas e médias empresas (PMEs)
é um motor importante para o desenvolvimento da economia.
Nosso trabalho será disseminar dados e particularidades dessas
empresas para os bancos, facilitando assim, a concessão de
crédito por meio de cartões”, diz Eduardo Gentil,
presidente da Visa do Brasil.
“Com essa parceria inédita, esperamos diminuir o problema
de mortalidade das PMEs. Estatísticas mostram que cerca de
50% dessas empresas fecham as portas antes de completar dois anos
de atividade. Com as micro e pequenas empresas que passam pelo Sebrae-SP
esse número cai para 13%. Essa informação é
muito valiosa para os bancos, pois diminui o risco de inadimplência
e pode contribuir para a diminuição das taxas de juros”,
afirma José Luiz Ricca, diretor superintendente do Sebrae-SP.
De acordo com pesquisas realizadas pelo Sebrae (jan/04), 470.000
micro e pequenas empresas são criadas a cada ano, sendo que
49,4% delas fecham as portas antes de completar dois anos. Entre
os principais motivos dessa alta mortalidade estão a falta
de capital de giro, endividamento, despreparo na gestão do
negócio e desconhecimento do mercado.
Atualmente, as micro e pequenas empresas representam 99% do total
das 5,5 milhões de empresas que existem no país e
empregam um contingente de 26 milhões de trabalhadores, ou
seja, 56% da força de trabalho do Brasil. Na economia informal,
esse setor equivale a 12 milhões de empreendimentos que envolvem
trabalhadores por conta própria e pequenos empregadores (um
a cinco funcionários). Desse total, apenas 12% utilizam formas
de crédito.
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