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Femepe espera crescer mais de 30% em 2005

Fundado em 1966, o Grupo Femepe S.A. é hoje um dos maiores complexos pesqueiros da América do Sul, alcançando um faturamento de R$ 88 milhões em 2004, no comércio de atuns e sardinhas em conserva. A previsão é crescer 33% este ano.

Com sede em Navegantes (SC), e filiais em Itajaí (SC), Santos (SP) e Maceió (AL) a empresa emprega 1200 funcionários diretos e gera mais 6,000 empregos indiretos, em uma área industrial total de 30.000 m2.

O mix de produtos da Femepe inclui conservas de pescados de atum, sardinhas, cavalinhas, filés de sardinhas, pescados congelados e farinha de peixe, comercializados nas marcas, Pescador, Alcyon, Navegantes, Costa Brava e Mar Azul. Atualmente, cerca de 8% de sua produção é destinada à exportação, principalmente para os países do Mercosul.

O presidente-fundador da Femepe, Orlando Ferreira, iniciou sua vida como pescador na praia da Enseada em São Francisco do Sul (SC). Ao lado de sua esposa Ana, ele foi expandindo o seu negócio de uma pequena salga e um pequeno frigorífico, para a construção do primeiro barco - o Ferreira I - até a fundação da empresa em Itajaí (SC).

Nos anos 70, ele ampliou as instalações e adquiriu a empresa Alcyon Indústria da Pesca, com sede em Santos (SP), mantendo a marca em sua linha de produtos. Em 1980, a Femepe inaugurou uma fábrica de conservas de pescados em Navegantes, que se tornou a matriz da empresa. Seis anos depois, o grupo fundou a IPÊ Indústria de Comércio e Captura de Pescados Ltda.

No ano de 1988, o Grupo Femepe se expandiu com a inauguração da Femepe Metalgráfica, que passou a cuidar da fabricação das embalagens de toda a linha de produtos da empresa, além de produzir embalagens para terceiros.

Assim, a Femepe tornou-se ao longo dos anos a maior indústria verticalizada de pesca do Brasil, controlando todas as etapas do processo produtivo, desde a fabricação das embarcações em estaleiro próprio, captura e processamento do pescado, até a fabricação das embalagens e o transporte da produção em carretas próprias.

Em 2005, o lançamento das primeiras embalagens de alumínio para alimentos sólidos no país, com o atum Pescador, revela um domínio completo da tecnologia e logística do mercado onde a empresa está inserida, além do pioneirismo empreendedor de seu fundador, que segue à frente do negócio há quase quatro décadas.

A pesca do atum e da sardinha é feita dentro dos limites da legislação ambiental, preservando as demais espécies marinhas - em especial, os golfinhos, que são as grandes vítimas da pesca predatória do atum.

A pesca ocorre no sul do Brasil, cerca de 100 km do litoral. A captura do peixe é feita de forma artesanal, com vara e anzol, preservando assim, outras espécies que vivem junto aos cardumes.

A Femepe possui atualmente 24 barcos de pesca, entre atuneiros, traineiras, longlines e perelhas, produzidos em estaleiro próprio, e que garantem o abastecimento regular de matéria-prima.

Após a captura, o atum é armazenado em temperatura inferior a 4º C em refrigeradores nas próprias embarcações e transportados até a fábrica. A etapa seguinte envolve a retirada das vísceras, o cozimento do peixe, a retirada da pele, do sangue e das espinhas, a separação dos lombos para o corte - fase chamada de toalete.

Após este processo, os pedaços de peixe entram no maquinário que enlata o produto, adiciona o líquido de cobertura - água e 1g de sal, na versão ao natural (light) ou óleo vegetal na versão com óleo. O produto entra então na fase de recravação, onde se coloca o tampo e se lacra a embalagem, culminando na esterilização da mesma.

Em busca da racionalização dos recursos naturais, a empresa processa todos os seus resíduos industriais - grande parte é transformada em farinha de peixe, utilizada posteriormente para produção de rações e fertilizantes.

As águas são processadas em uma estação de tratamento de efluentes. A Femepe também participa regularmente de ações de cunho social junto à comunidade em que está inserida. Site: www.femepe.com.br


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