Estudo mostra que cerveja popular tem mais carga
fiscalA Fenadibe - Federação
Nacional das Distribuidoras vinculadas
aos Fabricantes de Cerveja, Refrigerantes, Água
Mineral e Bebidas em Geral - entregou na
Secretaria da Receita Federal, em Brasília, um
estudo detalhado demonstrando as distorções do
atual modelo tributário no mercado brasileiro de
cerveja, que provoca uma renúncia fiscal por
parte do Governo Federal em torno de R$ 1 bilhão
por ano.
O estudo comprova que a pauta tributária,
sistema pelo qual a Receita Federal arrecada o
IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) com
base nos volumes produzidos pela indústria,
onera mais as marcas populares do que as cervejas
consideradas premium.
Desta maneira, uma cerveja que tem o preço
mais baixo para o
consumidor acaba pagando mais impostos que uma
cerveja Bohemia, por exemplo. Pelo documento
entregue, a Fenadibe, apoiada pelas cervejarias
Frevo, Itaipava, Schincariol, Lokal, Besser,
responsáveis por mais de 20% de participação
de mercado, propõe a mudança do sistema em
vigor há 16 anos por um modelo classificatório
de classes, como os já existentes nas
destilarias de aguardente e uísque e na
indústria de cigarros.
Com a mudança tributária proposta, uma
cerveja de preço mais
baixo deverá pagar menos impostos do que outra
de preço mais
elevado. Para Valdemir Machado, presidente da
Fenadibe, o atual modelo tributação da cerveja
pode ser classificado como sistema Robin Hood às
avessas.
Machado afirma que a mudança no atual sistema
não irá implicar em prejuízo para o
consumidor, que não deverá pagar mais por isso,
e a Receita Federal terá condições de ampliar
a arrecadação e criar um ambiente mais
competitivo no setor cervejeiro.
Independentemente das modificações na base
tributária, o presidente da Fenadibe acredita
que a Receita Federal deverá manter o Sistema de
Vazão, que entrará em vigor em janeiro de 2005,
como forma de obter maior transparência da
indústria.
A Fenadibe informa que o setor em questão se
compõe de 50 (cinqüenta) fábricas e de 1.500
(mil e quinhentas) distribuidoras que atendem
1.200.000 (um milhão e duzentos mil)
pontos-de-venda espalhados no território
nacional, com a geração de 250.000 (duzentos e
cinqüenta mil) empregos diretos e outros
1.000.000 (um milhão) indiretos.
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