Ganhos
da PQU chegaram a R$ 74,3 milhões no ano passado
Mesmo com a baixa atividade econômica, a Petroquímica
União - central de matérias-primas do pólo paulista -
fechou o ano de 2003, apresentando resultados
satisfatórios, ao registrar um lucro líquido de R$ 74,3
milhões. Este valor, ajustado pela reserva de
reavaliação, chegou a R$ 83,7 milhões.
A comercialização de 1,6 milhão de toneladas de
produtos petroquímicos e de 251 milhões de litros de
gasolina A, proporcionou à PQU um faturamento bruto de
R$ 2,9 bilhões, valor que representa um crescimento de
53% em relação ao ano anterior. Destaque para o fato de
a unidade de Pirólise de Nafta, a principal da planta,
ter alcançado fator operacional de 99,2%, nível
comparável aos das melhores em âmbito mundial.
A empresa obteve uma receita operacional líquida de
impostos de R$ 2,1 bilhões, valor 50% superior ao
apurado em 2002. Por sua vez, o lucro operacional - antes
dos efeitos inflacionários e despesas financeiras - foi
de R$ 97,7 milhões.
No final do exercício, a dívida líquida da companhia
situava-se em R$ 227 milhões, ou seja 5% menos em
relação ao ano anterior. Este bom comportamento
financeiro e empresarial possibilitou a geração
operacional de caixa, medida pelo Ebitda, de R$ 174,7
milhões, permitindo remunerar os acionistas em R$ 77,9
milhões referentes a dividendos e juros. O lucro por
ação foi de R$ 0,70, enquanto que a rentabilidade sobre
o patrimônio líquido ficou em 14,4%.
Para completar, durante o ano, a PQU realizou
investimentos da ordem de R$ 49 milhões, sendo que a
maior parcela deste volume de recursos foi destinada aos
programas de manutenção e melhorias ambientais.
O diretor financeiro e de relações com os investidores
da empresa, Fernando Mieli, comenta que no ano passado o
setor petroquímico apresentou fraco desempenho no
mercado interno, embora o esforço exportador dos
principais clientes da PQU tenha compensado a retração
do consumo doméstico.
As expectativas da PQU para o próximo ano são de
crescimento da demanda interna e de retomada de
investimentos na área produtiva, pois setores
exportadores da indústria estão produzindo em níveis
próximos aos da capacidade instalada e devem manter
resultados positivos nas transações externas.
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