Profissional made in Brazil engorda receita da
italiana G.D. Mesmo com o
reaquecimento da economia interna, são as
exportações que continuam a puxar para cima o
setor de máquinas e equipamentos. Segundo a
Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de
Máquinas), até agosto as vendas externas
alcançaram US$ 4,2 bilhões, 38,3% a mais do que
no mesmo período de 2003.
É o caso, também, da G.D do Brasil, filial
do grupo italiano que fabrica máquinas e
equipamentos para embalagens, fraldas e
absorventes higiênicos, tabaco e tecnologia de
alimentos. Nos primeiros oito meses de 2004, a
empresa exportou 45% a mais na comparação com
2003, superando os US$ 6 milhões.
Mas não é só na venda de máquinas para o
exterior, especialmente para a matriz na Itália,
que a G.D do Brasil vem encontrando um mercado
promissor. A prestação de serviços técnicos e
a oferta de mão-de-obra especializada para
empresas de outros países também estão
contribuindo para os bons resultados financeiros
deste ano.
Segundo o gerente de Serviços Técnicos da
G.D do Brasil, Antonio Carlos Costa, em 2004, 30%
do faturamento da área, que deve encerrar o ano
em US$ 1,2 milhão, são provenientes da
exportação de mão-de-obra,
especialmente para as empresas do próprio grupo
G.D instaladas em outros continentes. No ano
passado, esta participação foi de 15%.
A área de atuação da filial
brasileira é a América Latina e Caribe. Só
neste ano, já atendemos clientes na Colômbia,
Argentina e Chile. Mas a pedido da matriz,
estamos enviando técnicos também para o Irã,
Turquia, Coréia, Japão e Nigéria,
enumera Costa. Se esta tendência se consolidar
e tudo indica que vai a
participação do mercado externo deve chegar a
60% do faturamento da área em 2005.
Os motivos para a contratação dos serviços
prestados por brasileiros pela matriz italiana
são basicamente dois. O primeiro é custo: o
preço intercompany, ou seja, o
realizado entre empresa do grupo, é mais
competitivo. Mas o que de fato tem aumentado a
procura é a aceitação dos profissionais
brasileiros em qualquer país do mundo.
Não há rejeição ao Brasil nos outros
países, mesmo naqueles que vivem em estado de
guerra, como os do Oriente Médio. O
uniforme dos nossos funcionários leva a bandeira
do Brasil e isso por si só já cria um clima
cordial com os trabalhadores locais, conta
Costa.
Entre os serviços oferecidos pela G.D do
Brasil estão a instalação e manutenção dos
equipamentos fabricados pela empresa ou
pelos concorrentes , treinamento
operacional e técnico, e pós-venda, visando à
melhoria da velocidade e produtividade dos
equipamentos instalados. Hoje, a área responde
por 8% do faturamento total da empresa.
No cenário nacional, um dos projetos da área
de serviços da G.D do Brasil responde pelo nome
de TOP (sigla inglesa para Programa de
Otimização Total). Um técnico mantido na
fábrica do cliente analisa não só o uso dos
equipamentos como os processos industriais e, a
partir daí, propõe melhorias para aumentar a
produtividade e o desempenho das máquinas.
Na Santher, fabricante de produtos
higiênicos, por exemplo, em oito meses o
programa conseguiu aumentar a produtividade de
uma máquina de absorventes de 49% para 77%.
O gerente garante que a demanda pelos
serviços técnicos da G.D do Brasil tem sido
maior do que ele consegue atender. Hoje, a equipe
é formada por 20 técnicos, um inspetor e seis
trainees. Estes últimos foram contratados num
programa da empresa no ano passado e um deles já
está atendendo um cliente na Argentina.
Para reforçar o quadro e poder atender todos
os pedidos, a empresa planeja contratar mais
três trainees em 2005, quando vencerá o prazo
de treinamento dos anteriores e acontecerá a
efetivação. Os funcionários buscados pela
empresa têm formação técnica de nível médio
em mecânica, mecatrônica e eletrônica.
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