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Exportações de
revestimentos cerâmicos cresceram 22% em 2003 As exportações de revestimento cerâmico registraram crescimento expressivo em 2003. As empresas venderam US$ 250,7 milhões -- correspondentes a 103,5 milhões de metros quadrados--, em produtos para o mercado externo no ano passado, superando em 22,3% os US$ 205 milhões (73,9 milhões de metros quadrados) embarcados em 2002, informa Antonio Carlos Kieling, diretor superintendente da Anfacer - Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimento. De acordo com Kieling, os fabricantes conseguiram aumentar as exportações atuando em várias frentes. As empresas realizaram um trabalho intenso de desenvolvimento e consolidação de sua participação no mercado internacional com o suporte de uma infra-estrutura de armazenagem, escritórios comerciais e contratos com distribuidores no exterior. A criação da Revestir-Feira Internacional de Revestimentos, que incrementou a integração dos produtores brasileiros com compradores internacionais, o suporte dos programas da Agência de Promoções de Exportações do Brasil (Apex) e a presença maciça das indústrias brasileiras em eventos do porte da Coverings norte-americana foram fundamentais para alavancar as exportações. O esforço de promoção do produto brasileiro em diversos países como Rússia, África do Sul e Chile também contribuiu para este resultado. No mercado doméstico ocorreu uma transformação importante. Atualmente 80% dos produtos brasileiros têm certificação de qualidade e atendem os padrões internacionais. O setor detém um dos parques industriais mais modernos do mundo, com equipamentos de última geração e maior produtividade. "Em janeiro de 2001 registramos mais de 35 empresas ativas no mercado externo. Antes tínhamos pouco mais de uma dezena de empresas com contratos de exportação", assinala Kieling. A qualidade e novas especificações de uso dos revestimentos cerâmicos brasileiros permitiram aos fabricantes viabilizar a sua aplicação em áreas onde não eram utilizados. Os empresários brasileiros aprimoraram os seus produtos e conseguiram transformá-los na solução perfeita para áreas de grande circulação como aeroportos, supermercados e centros comerciais. A qualidade do revestimento nacional e a agilidade dos fabricantes em acompanhar as tendências internacionais têm assegurado o crescimento das vendas. "As indústrias aprimoraram a gestão e funcionam com uma estrutura de custos bem ajustada que garante a competitividade do produto no exterior", diz Kieling. O Brasil é hoje o terceiro exportador mundial de revestimentos e tem os Estados Unidos como principal comprador. Cerca de 12% do total de revestimentos absorvidos pelo mercado americano saem das fábricas brasileiras. Leia Ainda Dança das
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