Liberty Paulista Seguros fechou trimestre no azul
A Liberty Paulista Seguros, décima quarta
seguradora do Brasil, registrou alta de 73% no
volume de prêmio retido, para R$ 137 milhões de
janeiro a março deste ano, revertendo o prejuízo
de R$ 13,4 milhões em lucro, antes dos impostos,
de R$ 403 mil. De acordo com o presidente da
companhia, Luis Maurette, foi essencial para
atingir esse resultado o realinhamento da Liberty
Paulista Seguros como uma seguradora varejista e
de médio mercado.
Segundo Maurette, para o orçamento da empresa
a estimativa é encerrar o ano com R$ 30 milhões
de lucro, e o alvo é ter um resultado de 15%
superior ao plano. Quanto a vendas, o objetivo é
fechar o ano com R$ 600 milhões em prêmios, o
que significa 50% de crescimento de 2003 para
2004 mas Maurette pretende avançar mais 6%. A
meta da empresa para 2004 é ambiciosa, mas factível,
a se confirmar pelo bom andamento de seus negócios.
Nosso objetivo é estar entre as cinco
maiores seguradoras não ligadas a bancos, tanto
em vendas como em rentabilidade pois o
diferencial é ser rentável enquanto
conquistamos o mercado, afirma.
Luis Maurette assumiu a presidência da
Liberty Paulista, filial brasileira do grupo
norte-americano Liberty Mutual com sede em
Boston, em outubro de 2002 com a missão de
avaliar criteriosamente o portifólio de negócios
da empresa e adequá-lo ao mercado brasileiro de
forma responsável, garantindo rentabilidade e
crescimento. Para essa operação em nosso país
o grupo norte-americano investiu mais de U$ 200
milhões comprou em 1996 a Companhia
Paulista de Seguros e forneceu recentemente US$
60 milhões para a filial. Acreditamos no
Brasil e no setor de seguros. Temos um plano
estratégico e estamos gradativamente superando
nossas metas, disse Maurette.
Dentre as estratégias adotadas em 2003
destacam-se a contratação de 100 novos
profissionais, a avaliação criteriosa do serviço
pós-venda para garantir total qualidade junto ao
cliente final, a reestruturação da área
comercial posicionando a companhia mais próxima
de seus mercados sempre visando à construção
de parcerias de longo prazo e de investimentos em
tecnologia que proporcionam ferramentas mais
simples e extremamente eficientes para o
corretor, atendendo de forma mais produtiva ao
canal de distribuição e promovendo um serviço
mais ágil para o cliente.
É uma característica do mercado
brasileiro ter um relacionamento muito próximo
de venda. Por isso ao contrário da estratégia
adotada em 2002, onde várias sucursais foram
fechadas, em 2003 pulamos de 33 para 61
sucursais. Entramos em 2004 com a certeza de que
essas iniciativas e resultados certamente iriam
ser refletidos em nossos números logo neste
primeiro trimestre do ano, e conseqüentemente,
temos cumprido nosso compromisso com nossos
clientes, corretores, funcionários e acionistas,
conclui Maurette.
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