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Notícias de Empresas    

Cummins comemora 30 anos de Brasil com recordes

Ao completar 30 anos de atividades no Brasil, a Cummins Latin
America vive um dos melhores momentos de sua história. As notícias são todas positivas. A produção e as vendas crescem na faixa dos 50% ao ano; a fábrica – operando em três turnos – acaba de bater o recorde de 62 mil motores produzidos por ano - 430 mil ao longo dos 30 anos -; 35% dos caminhões novos vendidos no país são equipados com motores da empresa; a receita deste ano deve chegar a R$ 1,4 bilhão e seus produtos são embarcados para diversos países do mundo, incluindo os distantes e promissores mercados da China e da Rússia.

O caminho que levou a Cummins a esse excepcional desempenho foi pavimentado nos últimos cinco anos por uma profunda transformação na área gerencial e administrativa. “De uma organização funcional, tradicional, passamos para uma organização de times autogerenciáveis”, explica o presidente da empresa, Ricardo Chuahy. Hoje existem, segundo ele, cerca de 150 projetos que são gerenciados por 50 times de trabalho.

Todos esses grupos de trabalho objetivam: desenvolver produtos e serviços que atendam mais adequadamente aos clientes, conquistar novos usuários, obter maior participação nos mercados onde a empresa já atua, ocupar espaços não atendidos devidamente, iniciar negócios onde a companhia não atua e avançar em áreas que dependam da principal atividade da empresa, que é fabricar motores diesel.

O mais recente exemplo desse esforço do trabalho de times é a concepção do Euromec III, motor mecânico que atende às exigências de menor emissão de poluentes da fase 5 do Conama (ver texto anexo). Outro exemplo do trabalho em equipes foi o início da fabricação de grupos geradores no país, a partir de 2000. Como todos os projetos são fundamentados em metas e objetivos, os times conseguem entender e atender mais rapidamente às necessidades do cliente.

Tudo isso é sustentado por pesquisas contínuas sobre como o cliente quer ser atendido e, também, por fortes investimentos em tecnologia. Um resultado concreto de toda essa evolução tecnológica é a empresa ser capaz de produzir hoje um motor que é 400% mais potente, considerando a relação potência por litro de combustível consumido, do que o primeiro motor da Série N produzido na fábrica de Guarulhos. Esse avanço foi conseguido em razão de uma agressiva política de investimento, cerca de US$ 10 milhões (R$ 32 milhões) aplicados anualmente, em pesquisa e desenvolvimento que remonta à década de 80.

Graças a essa política, a empresa sempre esteve na vanguarda nos vários setores onde atua. Por exemplo, ela foi a primeira a introduzir no Brasil, em 1998, o avançado sistema de gerenciamento eletrônico dos motores diesel. Esse sistema, conhecido como ISM (Interact System M), equipava caminhões
pesados da International. Em 2000, a Cummins lançou os motores eletrônicos da família ISB (Interact System B), que são exportados para a Ford da Venezuela.

Os novos sistemas incorporam uma avançada tecnologia, transformando o caminhão em uma ferramenta essencial na administração do transporte e logística. Atualmente, a Cummins já fabrica no país os modelos Interact 4 e 6, que são versões atualizadas do motor com gerenciamento eletrônico. Toda essa constante evolução para o chamado “estado da arte da tecnologia” de fabricação de motores é sustentada por fortes investimentos em treinamento e no Sistema da Qualidade Total, implantado e aperfeiçoado ao longo dos últimos 10 anos.

Provas dessa eficiência: a Cummins ter sido a primeira fabricante de motor diesel do Brasil a receber, em 1992, a certificação ISO 9001 e, também, a pioneira, em 1997, na conquista da certificação QS9000. Em novembro de 2003, ela conquistou a certificação ISO 14001 e, em 2002, recebeu a certificação Q1 entregue pela Ford aos fornecedores com mais alto nível de qualidade. Essa certificação permite que a fábrica brasileira forneça motores para qualquer filial da Ford no mundo. Em razão desses e de outros reconhecimentos do padrão de eficiência e qualidade, a Cummins consegue manter e melhorar seu desempenho na conquista de novos mercados e da liderança onde já atua.

A realidade de hoje foi possível devido a uma decisão estratégica tomada no final dos anos 70 e início dos 80 e que foi decisiva para o aumento das exportações e a conseqüente capitalização da companhia. A partir do programa Befiex, instituído pelo governo brasileiro no início dos anos 80, as exportações da empresa saltam de US$ 52 milhões (R$ 166 milhões) em 1982, para US$ 85 milhões (R$ 272 milhões), em 1985. Com o expressivo aumento na receita, a Cummins pôde investir nas linhas dos motores das séries “C” e “B”, produzidas a partir de 1986.

Disponível nas versões de quatro e seis cilindros, o motor da Série B garantiu o crescimento da empresa no mercado automotivo e industrial. A partir de 1986, esse motor passou a equipar caminhões VW, introduzindo a Cummins no segmento de transporte de cargas no mercado brasileiro, e, em 1992, equipou os Ford Cargo 1215 e 1415. “Esses foram dois importantes saltos que alavancaram o aumento da nossa presença no Brasil”, explica Chuahy.

A partir de 1996, outra grande reestruturação ocorre na organização, com a criação da Cummins Latin America, que consolidou as ações do grupo nos 22 países da região. “Isso proporcionou um significativo crescimento, em razão da sinergia existente entre o que era feito aqui e nos outros países da região”, comenta Chuahy. Atualmente, são comercializados no Brasil dezenas de modelos de motores provenientes das 22 fábricas existentes no mundo. Esse crescimento no mercado incluiu a consolidação da rede de distribuidores, formada hoje por 34 unidades na América Latina.

Paralelamente à consolidação da presença no mercado automotivo, a Cummins também ampliou sua atuação para a área de componentes. Em 1987, implantou no país a Diesel ReCon, especializada na remanufatura de componentes; em 1989, colocou em operação a Holset, dedicada à produção de turbocompressores e, em 1993, entrou em operação a Fleetguard-Nelson, voltada à produção de sistemas de filtragem. Além de reforçar sua presença no mercado automotivo, a Cummins, no final da década de 90, também se lançou em outro empreendimento que se revelaria bastante interessante. Ela implantou, em 2000, uma unidade para produzir grupos geradores de energia elétrica. A operação comercial já existia há muitos anos com equipamentos importados, mas a direção entendeu que o mercado brasileiro e latino-americano já justificava ter uma planta local.

Com a entrada no segmento de energia, a Cummins fechava um ciclo que a coloca na liderança nos principais mercados onde atua. Além de colecionar uma série de conquistas no setor automotivo, o que reforça sua posição de líder no fornecimento de motores diesel, com participação da ordem de 40% no mercado brasileiro, ela se mostra competitiva também nos demais segmentos. Atualmente, detém 30% do mercado de motores para colheitadeiras, 45% no segmento construção e 30% na geração de energia.

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