Notícias

Real forte e concorrência chinesa prejudicam setor caderneiro

Assim como outros setores da indústria nacional, o segmento caderneiro vem sentindo os efeitos da política de juros elevados e da taxa de câmbio valorizada. Segundo pesquisa realizada pelo Departamento de Estudos Econômicos, da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), junto aos fabricantes de cadernos, o período sazonalmente favorável ao setor, entre agosto/04 e março/05, não repetiu os resultados alcançados entre agosto/03 e março/04.

De acordo com as empresas que participaram da pesquisa, que representam grande parte do segmento de cadernos, a produção total do produto no período analisado foi de 107.567 toneladas ante 113.383 toneladas no mesmo período anterior, uma queda de 5,1%.

A queda das exportações explica, em grande medida, o pior desempenho. A valorização do Real é um dos fatores que reduz a atratividade das exportações, mas, além disso, o setor caderneiro viu aumentar a concorrência da China em seu maior mercado de destino das vendas externas, os Estados Unidos.

As exportações declinaram 10,7% em volume entre agosto/04 e março/05. Os dados do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior confirmam a pesquisa: as exportações totais de cadernos caíram 21,62% entre agosto/04 e março/05 ante mesmo período anterior. Vale ressaltar que as vendas para os Estados Unidos nesse período também caíram 26,03%.

Entre agosto de 2004 e março de 2005, o setor caderneiro exportou 9.891 toneladas, enquanto no mesmo período anterior esse montante foi de 11.080 toneladas. Em valores, esses números representaram, respectivamente, US$ 9,2 milhões e US$ 11,7 milhões.

A queda nas exportações também repercutiu na venda total do produto, que atingiu 107.340 toneladas no último volta às aulas frente a 108.086 toneladas no mesmo período anterior. Por outro lado, o volume das vendas no mercado interno, no período, apresentou um ligeiro crescimento de 0,46%.

Apesar da concorrência efetuada pela China, informações preliminares mostram que os fabricantes começam a sentir alguma melhora nas vendas externas, que deverá reverter-se numa menor queda das exportações no fechamento do ano.

O retorno às aulas no segundo semestre, chamado por alguns de "mini volta às aulas", também deverá mostrar recuperação das vendas, lembrando que o período representa para os fabricantes de cadernos entre 10% e 20% do faturamento anual.


Leia Também

Carro esportivo brasileiro acelera rumo aos EUA

Vinícola Campo Largo bota um pé no exterior

Brite Systems faz estréia simultânea nos EUA e no Brasil

General Mills estima crescer 11% este ano

Itaú corta juro do crédito imobiliário nos primeiros 3 anos

Clique Aqui e Veja Mais Notícias de Empresas
Leia as Últimas Notícias



Clique aqui e assista entrevistas em vídeo
Veja Vídeos


Repórter Celular



Photos By:

Conheça as novas
câmeras digitais
da Kodak


Premiere é
da Adobe