BC pode flexibilizar ainda mais regras para
cooperativas de créditoRegras
ainda mais flexíveis para o cooperativismo de
crédito estão sendo definidas pelo Banco
Central com a colaboração do Sebrae. O
marco regulatório em vigor pode ser considerado
em evolução, afirmou o presidente do
Sebrae, Silvano Gianni, durante a cerimônia de
assinatura de convênio com a Unicred do Brasil,
na sede do Sebrae Nacional em Brasília. O
convênio foi quarto que o Sebrae assina para o
fomento do cooperativismo de crédito em todo o
País, com ênfase especial para as regiões
Norte e Nordeste.
O Sebrae tem feito, nos últimos dois anos,
uma interlocução forte com o Banco Central para
mudanças na legislação do cooperativismo de
crédito. Muitos avanços já estão em vigor,
como a possibilidade de formação de
cooperativas de crédito de empresários de
pequenos negócios e de cooperativas de livre
adesão.
A partir das novas regras, só no Paraná já
surgiram, nos últimos 18 meses, 12 cooperativas
de empresários, articuladas pelas associações
comerciais. Outras nove, estão em processo de
análise pelo Banco Central. Convênio já
assinado pelo Sebrae e a Confederação de
Associações Comerciais e Empresariais do Brasil
(CACB) prevê, trabalho conjunto para que esse
forte movimento também aconteça em outros
estados.
O Sistema de Cooperativo de Crédito do Brasil
(Sicoob) prepara-se para enfrentar o desafio do
Nordeste. Para isso, a Crediminas, uma das
centrais mais consolidadas do Sistema, vai
abrigar temporariamente as novas cooperativas da
região até que a Central Nordeste esteja
suficientemente forte para assumi-las. Há, no
momento, no Nordeste, um total de 17 cooperativas
em processo de organização quatro delas na
Bahia.
O novo marco regulatório é um divisor
de águas. Está possibilitando realmente a
ampliação rápida do número de cooperativas. O
importante é que se trata de um marco
regulatório em evolução. De forma prudente e
segura, serão aprovadas novas mudanças em favor
do cooperativismo. Certamente o convênio
assinado entre o Sebrae e o BC, este ano,
contribuirá para isso, explicou o
presidente do Sebrae.
Estudo assinado pelo diretor de Normas e
Organização do Sistema Financeiro do BC,
Sérgio Darcy, e pelo consultor do mesmo
departamento, Marden Soares, deixa claro que
podem ser definidas regras mais flexíveis para
cooperativas que trabalhem com pequenos
empréstimos como as do Sistema Ecosol, que
atende empreendedores urbanos e rurais de baixa
renda, e o Cresol ligado aos projetos de
agricultura familiar.
Parece óbvio que as cooperativas de
crédito que trabalham apenas efetuando pequenos
empréstimos com recursos exclusivos de capital
não devem ser tratadas da mesma forma que
aquelas com estrutura operacional mais complexa.
Tanto do ponto de vista normativo quanto do apoio
institucional, um tratamento diferenciado é
indispensável ao sucesso dessas cooperativas,
afirmam Darcy e Soares no estudo. (Agência
Sebrae)
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