| Fertibom
inicia produção de biodiesel
A Fertibom, empresa
com sede em Catanduva, foi autorizada pela ANP
– Agência Nacional do Petróleo
– a produzir biodiesel próprio, chamado
Biomax. O combustível pode ser produzido
através de óleos de diversas plantas
como girassol, soja, mamona, dendê, pequi,
algodão, amendoim, cupuaçu, canola,
buriti, etc ou gordura animal com álcool
etílico ou metílico.
“Acreditamos no potencial
do Brasil e principalmente do estado de São
Paulo para nos tornarmos produtores mundiais de
biodiesel. Dispomos de extensas áreas agricultáveis,
solo e clima favoráveis ao plantio de inúmeras
oleaginosas ao contrário dos países
industrializados, que desenvolvem biodiesel com
sérias restrições geográficas,
climáticas e com pequena variedade de matéria
prima”, afirma Geraldo Martins, diretor
geral da Fertibom.
O cultivo de matérias-primas e a produção
industrial de biodiesel, ou seja, a cadeia produtiva
do biodiesel, tem grande potencial de geração
de empregos, especialmente quando se considera
o amplo potencial produtivo da agricultura familiar.
“Ampliamos nossas parcerias
agrícolas com pequenos produtores e assentamentos
ligados a agricultura familiar, isso nos garantiu
o Selo Combustível Social. Trata-se de
um conjunto de medidas específicas, que
visam estimular a inclusão social”,
afirma Geraldo Martins, diretor geral da Fertibom.
A Fertibom desenvolveu uma unidade de produção
com capacidade para gerar 10 milhões de
litros de biodiesel por ano. Estes servem como
subsídio para a construção
imediata de uma outra unidade com capacidade de
produção de 30 milhões de
litros ao ano.
Com a decisão tomada pela ANP, São
Paulo passa a auxiliar o país a diminuir
a dependência externa, já que cerca
de 15% do diesel do Brasil é importado
e tem um custo superior a US$ 1 bilhão
por ano. Hoje, a demanda brasileira por combustíveis
provenientes do setor é da ordem de 40
bilhões de litros por ano.
Em 2008, com a obrigatoriedade
da adição de 2% de biodiesel ao
combustível mineral, a demanda deverá
chegar a 800 milhões de litros por ano.
Com o Selo de Combustível Social, a obrigatoriedade
foi antecipada para 2006.
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