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Alimentos
e bebidas incrementam setor de embalagem
Constantes inovações
no mercado de embalagens para alimentos e bebidas
têm impulsionado o uso do plástico
na indústria alimentícia. Recente
estudo da Frost & Sullivan, empresa internacional
de consultoria e inteligência de mercado,
revela que somente no ano passado foram produzidas
mais de 900 milhões de toneladas de embalagens
plásticas para a indústria alimentícia
brasileira, totalizando uma receita de US$ 2.7
bilhões. Segundo a consultoria, esse valor
crescerá em média 4,75% ao ano,
atingindo cerca de US$ 3.7 bilhões em 2012.
O plástico apresenta vantagem
perante o vidro, alumínio, madeira e outros
materiais porque é prático e durável
- não quebra e não amassa fácil
como vidro e alumínio, por exemplo - e
é mais econômico para ser fabricado,
uma vez que economiza energia. "Além
disso, trabalhar a logística de um produto
embalado em plástico é muito mais
fácil, o que torna as perdas com danificações
menores", destaca Victoria Verdier, analista
da Frost & Sullivan, responsável pelo
estudo.
No Brasil, as garrafas e os recipientes
representam 40% do total da produção
de plásticos relacionados a bebidas e alimentos.
Deste total, 75% está associado a embalagens
de refrigerantes, 15% a água mineral e
o restante a sucos e isotônicos. "Esta
última participação deve
mudar", observa Victoria.
Para atingir o crescimento esperado,
a consultoria aponta como fatores principais a
criação de novos canais de distribuição,
penetração em áreas como
a exportação de frutas e vegetais
e a preferência pelo consumidor por produtos
embalados. "Ultimamente, tem sido mais freqüente
o número de pessoas que moram sozinhas
e que precisam de produtos congelados ou em pequenas
porções, o que ocasiona o aumento
da demanda por embalagens plásticas",
diz a analista.
Diante disso, o avanço
da tecnologia utilizada no processo de fabricação
e a recente alta dos custos com energia elétrica
têm sido impactantes na dinâmica do
mercado. Atualmente, as empresas têm direcionado
a atenção para a redução
de gastos com energia e transporte, levando-as
a reincorporar a embalagem ao processo de produção
interna e, em alguns casos, formando parcerias
com pequenos fornecedores.
Hoje, o Brasil possui centenas
de fabricantes de embalagens plásticas.
Victoria alerta que esse cenário tende
a sofrer transformações, tornando
o mercado cada vez mais concentrado nas mãos
de algumas multinacionais, fato comum em outros
setores, como o de telecomunicações.
"Neste caso, a fusão com pequenas
companhias é uma tendência que objetiva,
principalmente, a competitividade com fornecedores
asiáticos", finaliza a analista. Site:
www.frost.com
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