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Brasileira quer exportar mais aparelhos de ginástica

A marca brasileira de equipamentos de ginástica Brudden Movement prepara-se para um novo desafio em sua história, que soma quase 30 anos de atividades. Líder do mercado brasileiro de equipamentos profissionais de ginástica, com cerca de 60% de participação, a empresa começa a colocar em prática um plano estratégico que pretende ampliar suas fatias no mercado internacional.

Uma das armas do plano é a nova linha de equipamentos cardiovasculares, que leva o nome de E-Motion. A linha será, inicialmente, formada por quatro esteiras e dois equipamentos do tipo elíptico. “Estamos dando o pontapé inicial numa estratégia que visa a promover lançamentos freqüentes, segundo tendências internacionais de mercado e padrões tecnológicos”, diz Marcio Soares, gerente de marketing da empresa.

De acordo com o executivo, apenas para o desenvolvimento da primeira leva de produtos da linha E-Motion foram investidos cerca de R$ 10 milhões, com recursos próprios, incluindo o desenvolvimento de novos recursos tecnológicos na unidade produtiva da empresa, em Pompéia - município da região de Marília, no interior do estado de São Paulo - e nas primeiras ações de marketing.

A nova linha leva a assinatura do designer Guto Índio da Costa. Já a Escola de Educação Física da Universidade de São Paulo prestou consultoria à empresa para o desenvolvimento de tecnologias, como a Shock Absorber Control (SAC), que promove o amortecimento de impactos em esteiras.

De acordo com especialistas do Departamento de Biomecânica da Faculdade de Educação Física da USP, a SAC é o único recurso em linha no Brasil capaz de efetuar o controle de impactos segundo o peso e a velocidade dos usuários de esteiras, o que torna esses equipamentos apropriados não apenas para a prática de exercícios como também para auxiliar em tratamentos ortopédicos.

Atualmente, presente em cerca de 20 países – Alemanha, Portugal, República Tcheca, África do Sul, Austrália, Nova Zelândia, e integrantes do Mercosul e da região do Oriente Médio – a Brudden quer aumentar a participação dos negócios realizados no exterior de 20% (2005) para 40% daqui a quatro anos.

Os países-alvo da nova empreitada são, principalmente, a Itália e os Estados Unidos, verdadeiras mecas para equipamentos de ginástica. No mercado interno, a empresa cresceu 5% em 2005, mas deverá dar um salto este ano, com uma projeção de crescimento na casa dos 15%.

“Antes mesmo de ser lançada a nova linha mundial já tem centenas de pedidos na fila”, diz Marcio Soares. Segundo ele, a empresa reestruturou-se internamente a partir de janeiro e os resultados desta medida já poderão ser medidos no faturamento mais expressivo dos últimos cinco anos.

Para dar impulso aos novos planos, a empresa analisa a construção de uma nova unidade industrial. Detalhes, no entanto, só serão divulgados no primeiro trimestre do ano que vem, já com os primeiros resultados da nova estratégia na contabilidade.


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