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Falta estratégia na exportação de software

A rede de relacionamentos pessoais e empresariais é o que mais determina a formulação e a consolidação de projetos de exportação de empresas brasileiras de software e serviços correlatos. O planejamento estratégico não costuma ser a prática comum antes do desenvolvimento de programas de exportação nessas empresas. Esta é a conclusão de um estudo exploratório realizado pelo engenheiro Walter Furlan para a sua dissertação de mestrado apresentada à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP.

Para verificar o quanto o ambiente organizacional interferiu na formulação e execução de projetos de exportação, Furlan analisou seis empresas brasileiras, de pequeno a médio porte, de sucesso reconhecido em projetos de exportação afiliadas ao Instituto de Tecnologia de Software. "Foram entrevistados os executivos estritamente ligados à exportação de software", conta.

"Apenas uma empresa, das seis analisadas, realizou um planejamento mais estruturado para a exportação. As outras tiveram seus projeto realizados em decorrência da imposição de clientes ou do mercado, via contatos pessoais ou empresariais, ou ainda, por alguma situação informal", afirma Furlan. Ele conta o caso de um projeto de exportação derivado de um encontro casual, entre o responsável pela empresa brasileira e o presidente de uma indústria do setor de softwares do México. "O encontro aconteceu nos Estados Unidos, quando o presidente da outra empresa se interessou pelo projeto da indústria brasileira e estabeleceu-se a parceria", conta Furlane.

No entanto, apesar dessa despreocupação com o planejamento inicial, o pesquisador afirma que, a partir do momento que surge a possibilidade de negócios de exportação, as empresas desenvolvem um planejamento e passam a trabalhar mais profissionalmente.

Carência de apoio

A pesquisa pôde ainda revelar a falta de incentivo governamental para internacionalização. "Não há facilidade de crédito para se ter acesso à competição em outros mercados", conta. Isso, segundo ele, demonstra o alto empreendedorismo das empresas que conseguem exportar seus produtos. Na ausência de uma política de incremento do setor, elas se vêem obrigadas a despender esforços comuns, que poderiam ser racionalizados se o governo agisse de forma diferente.

Segundo o pesquisador, independentemente da motivação ambiental, se devido a imposições do mercado ou do cliente (caso de duas empresas), ou ainda a oportunidades, todas as empresas utilizaram suas redes de contato, seja de parceiros comerciais ou de relações de amizade, para viabilização de parceria buscando o mercado internacional. "A rede de relacionamentos se mostra importante para se conhecer melhor o mercado e obter apoio para os projetos da empresa, sobretudo no cenário brasileiro, onde não existem subsídios." (Vanessa Portes - Agência USP de Notícias)

Mais informações: (0XX11) 3767-4487, com o pesquisador; e-mail wfurlan@ipt.br. O orientador da pesquisa é o professor Martinho Isnard Ribeiro de Almeida


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