| Lavanderias
reduzem ociosidade em 20%
O Sindilav (Sindicato de Lavanderias e Similares
do Município de São Paulo e Região)
acaba de finalizar o balanço das ações
do segmento no ano de 2005 e prevê fatores
que mexerão com o setor em 2006. “O
ano de 2005 foi bom para o setor”, diz José
Carlos Larocca, presidente do Sindilav.
Segundo ele, passada a época da montagem
de lavanderias domésticas, quando chegou
a haver várias no mesmo bairro, o mercado
começou a se ajustar, fato que ainda ocorre.
“As franquias passaram a procurar novos
nichos e diversificaram os serviços, o
que é bom para as lavanderias. O nível
de ociosidade caiu para aproximadamente 20%, considerando
que houve maior demanda pelos serviços
de lavanderia disponibilizados ao consumidor”,
explica.
O presidente do Sindilav conta que o ano fechou
com um faturamento estimado de R$ 1,2 bilhão,
no estado de São Paulo, e de aproximadamente
R$ 1,7 bilhão, quando considerado todo
o Brasil. “Mesmo com a política ortodoxa
do governo, com juros altos, tivemos o favorecimento
da inflação contida e até
mesmo abaixo do esperado, além do fator
cambial, uma vez que o real valorizado implica
em preços internos menores. Por isso, a
demanda por serviços apresentou alguma
alta percentual, quando comparada ao mesmo período
do ano anterior”, afirma Larocca.
O Sindilav aponta que o segmento de lavanderia
que mais se destacou foi o de roupas hospitalares,
mas também merecem destaque os segmentos
hoteleiro e industrial. “Tratam-se de segmentos
bem estruturados e que hoje têm um consumidor
exigente e que conhece as vantagens oferecidas
pela lavagem e pela locação de roupas”.
Inicialmente, 2006 se afigura como um ano de
razoável otimismo para o setor de lavanderias.
“O Banco Central já sinaliza a intenção
de cortar os juros, embora de maneira tímida.
O varejo e os bancos federais também acenam
com a redução dos juros para a pessoa
física. E o consumidor com mais dinheiro
no bolso significa maior tomada de serviços”,
prevê Larocca.
Segundo ele, o único fator de dúvida,
no momento, é a carga tributária
incidente sobre os serviços da categoria
econômica, que aumentou fortemente em um
curto espaço de tempo, e ainda dá
sinais de que não parou por aí.
“É difícil manter serviços
de qualidade e com valores competitivos diante
de tantos impostos. É preciso lembrar que
as pequenas empresas – caso da maioria das
lavanderias – são as maiores geradoras
de emprego e que se houvesse uma redução
tributária certamente elas cresceriam e
ampliariam a oferta de postos de trabalho”,
finaliza José Carlos Larocca.
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