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Frio e Dia das Mães animam confecções

O setor confeccionista aposta num crescimento próximo a 5% nas vendas para o Dia das Mães em relação a 2004. Em 2005, houve queda. "Tudo indica que 2006 será melhor. O frio animou os consumidores a buscarem roupas para presentes", diz o presidente do Sindivest/Sindiroupas, Stefanos Anastassiadis. O Dia das Mães é a segunda melhor data, com 30% das vendas no ano. O Natal representa 40%.

Segundo ele, os empresários estão otimistas e estão trabalhando "a todo vapor", com 87% da capaciade das fábricas. Destaques para os segmentos de roupas femininas, de uniformes de futebol e de bandeiras".

O que tem preocupado os empresários é que o recente acordo para redução das exportações chinesas ao Brasil restrigiu-se apenas a tecidos e não a produto acabado (roupas). Soma-se a isso, o dolar baixo, que facilita a importação de roupas, principalmente pelas grandes redes de varejo. "Precisamos de medidas efetivas para controlar as importações de roupas prontas e não de matérias-primas", protesta.

Em 2005 as importações de confecções foram 60% maiores que em 2004 (de US$ 154 milhões contra US$ 96 milhões). E 38% em volume -- 22 mil toneladas em 2005 contra 16 mil toneladas em 2004.

Com isso a produção nacional caiu 4,6% em 2005. No mesmo período, houve queda no emprego de 4,1%. Somente no mês de janeiro/2005 a queda foi de 6% na produção e 2,4% em pessoal ocupado.


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