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São Paulo já tem 11 cooperativas de crédito

Segundo dados do Sicoob Central Cecresp (Central das Cooperativas de Crédito do Estado de São Paulo), 11 cooperativas de crédito voltadas a micro e pequenos empresários estão em funcionamento em Franca, São Carlos, Araraquara, Mogi-Guaçu, Campinas, Ribeirão Preto e Santo André, beneficiando 63.647 empresas. Outras sete já estão em constituição e nove aguardam aprovação no Banco Central.

“Desde que o Banco Central liberou, em 2003, a possibilidade de empresários se organizarem em cooperativas temos percebido uma receptividade muito grande da categoria que se associa como uma forma de reduzir os gastos com os bancos”, diz o presidente da Central, Manoel Messias da Silva.

Os benefícios não são apenas para os empresários - que se vêem livres de taxas de abertura de crédito, de reciprocidades e do IOF – mas, principalmente, para o sistema cooperativo em função do alto volume de recursos movimentados mês a mês por empresários.

Até junho deste ano, as cooperativas filiadas ao Sicoob Central Cecresp movimentaram R$ 649 milhões em operações de crédito enquanto que, em dezembro de 2005, a movimentação acumulada foi de R$ 553 milhões. No caso de depósitos à vista, o montante quintuplicou em seis meses – em dezembro de 2005 era de R$ 4 milhões, e em junho de 2006, passou a R$ 23 milhões.

Em 2007, Tatuí, Itapetininga, Piracicaba, Lençóis Paulista, Leme, Rio Claro, Cabreúva e Presidente Venceslau, Bauru, Sorocaba, Praia Grande, Presidente Prudente, Araçatuba e Marília devem abrir cooperativas de crédito para atenderem empresários. A mobilização nestas cidades já resultou na apresentação do projeto ao Banco Central.

“As associações comerciais das cidades que visitamos são receptivas à idéia porque percebem que o cooperativismo contribui para o desenvolvimento da região. Diferentemente dos bancos comerciais, a cooperativa de crédito capta recursos que são aplicados na própria cidade”, explica Messias.

Por não visar o lucro e operar com estrutura simples e enxuta, a cooperativa pratica uma taxa média de 2% a.m (crédito pessoal) e 5% a.m. (cheque especial), independentemente do prazo do empréstimo. Outro fator que atrai os empresários é a possibilidade de migrar para a cooperativa todos os serviços oferecidos pelos bancos como desconto de duplicatas, folha de pagamento, cobrança, cheque especial, cartões de débito e crédito, aplicações e recebimentos diversos.

Com a abertura de novas cooperativas de crédito para empresários, o Sicoob Central Cecresp acredita que a participação das cooperativas no sistema financeiro nacional – hoje em 1,2% segundo o Banco Central – pode subir para 2,5% em 2007.


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