Notícias

ALL assume Brasil Ferrovias e Novoeste

A América Latina Logística – ALL, maior operadora logística com base ferroviária da América Latina, firmou acordo com a Funcef - Fundação dos Economiários Federais e Previ - Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil para a compra da Brasil Ferrovias e Novoeste Brasil.

A ALL havia apresentado proposta para a aquisição dos dois corredores ferroviários em 22 de março passado, e a formalização da assinatura do contrato de venda aconteceu, no Rio de Janeiro, na sede da Previ. O acordo - que está sujeito à aprovação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e demais autoridades competentes - prevê o pagamento de R$ 1,405 bilhão com ações da própria empresa de logística.

A conclusão do processo de venda da Brasil Ferrovias e Novoeste representa um marco na história do sistema ferroviário nacional. Ela irá permitir que as regiões que fazem parte dessa malha sejam efetivamente integradas, oferecendo um transporte eficiente e competitivo, beneficiando os diversos segmentos econômicos, especialmente os produtores agrícolas, que passam a contar com mais uma opção logística competitiva.

O presidente do Conselho de Administração da Brasil Ferrovias, Guilherme Lacerda, afirma que a conclusão do processo de venda da Brasil Ferrovias e Novoeste Brasil irá fortalecer a logística ferroviária na região Centro-Oeste. “O país ganha com a perspectiva de resolver um de seus principais gargalos logísticos, uma vez que a integração das companhias gera maior capacidade de investimentos”.

Para garantir a otimização dos trechos de bitola larga e estreita, a ALL pretende investir já nos primeiros anos mais de R$ 500 milhões em locomotivas, vagões e na revitalização da via permanente. “A capacidade de investimento é fundamental para tornar a ferrovia a melhor opção logística para os clientes, tanto no segmento de commodities agrícolas, como para clientes industriais. Neste setor, o fator escala é essencial”, assinala Bernardo Hees, presidente da ALL.

Na visão da ALL, a aquisição das malhas da Brasil Ferrovias e Novoeste permitirá que seja oferecida aos clientes do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e de São Paulo uma alternativa para escoar seus produtos, além dos transportes rodoviário e hidroviário. Uma das prioridades ao assumir a operação da Brasil Ferrovias e Novoeste será ampliar a participação da ferrovia no porto de Santos, que nos últimos dois anos foi de 30%, o menor índice entre os principais portos exportadores de grãos do país. A expectativa é de otimizar a movimentação no porto e tornar o preço do frete mais competitivo aos exportadores. Em alguns casos, transporte ferroviário chega a ser 20% mais barato que o rodoviário.

Os clientes industriais também estão inseridos na estratégia de crescimento da ALL. “Nossa capacidade de intermodalidade e atendimento às cargas industriais será levada aos clientes da Brasil Ferrovias em toda a região de São Paulo”, complementa Bernardo Hees.

O presidente da ALL fez questão de destacar a seriedade e profissionalismo com que foi realizado o processo de venda da Brasil Ferrovias e Novoeste Brasil. Segundo ele, “Funcef, Previ e BNDES, assessorados pela Angra Partners, foram competentes ao considerar um projeto empresarial que tivesse capacidade e experiência para tornar viáveis e sustentáveis estes corredores ferroviários”.

Com a aquisição, a ALL consolida sua posição de maior empresa ferroviária da América do Sul, atingindo 20.495 mil quilômetros de extensão, incluindo sua malha de 8 mil quilômetros na Argentina. Desse total, 6.369 mil quilômetros fazem parte da malha ferroviária da Brasil Ferrovias e Novoeste, e o restante é representado pelas áreas de concessão nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e pelas ferrovias Meso e BAP na Argentina. A frota da empresa passa a ter s, paranagudo Produto Interno Bruto do Mercosul e a atender seis dos principais portos no Brasil e na Argentina, incluindo San960 locomotivas e 27 mil vagões.

Brasil Ferrovias

A malha da Brasil Ferrovias é formada pelas concessões Ferronorte e Ferroban e cobre três Estados – São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, ligando o Centro-Oeste ao mercado mundial – numa extensão total de 4,7 mil quilômetros. Opera no sistema de bitola larga e é formada por três trechos: um ligando o Alto Araguaia (MT) ao Porto de Santos (SP); outro que liga a hidrovia do rio Paraná, na cidade de Panorama (SP), à linha tronco em Itirapina (SP), e o trecho que liga a cidade de Colômbia, na divisa de Minas Gerais, à linha tronco na cidade de Araraquara, no interior de São Paulo.

Pela malha da Brasil Ferrovias é transportada soja, farelo de soja, fertilizantes, derivados de petróleo, açúcar, pellets, cítricose e milho. Em 2005, a empresa transportou 9,2 milhões de toneladas úteis (TU). A empresa possui uma frota com 5 mil vagões, 190 locomotivas e três terminais próprios em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Novoeste Brasil

A Novoeste Brasil, privatizada em 1996, tem uma malha de 1.621 km. Opera em bitola estreita e sua malha liga Corumbá e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, à cidade de Bauru, em São Paulo. Em 2002, a Novoeste passou a integrar, juntamente com a Ferroban, um corredor ferroviário Corumbá(MS)/Santos, da Brasil Ferrovias, que liga importantes regiões exportadoras do Brasil e da Bolívia ao Porto de Santos (São Paulo). A empresa transporta óleo diesel, gasolina, minérios e produtos agrícolas. No Mato Grosso do Sul, a Novoeste será fator decisivo para a viabilização do Pólo Gás Químico e da reserva mineral de Corumbá; viabiliza a ligação bioceânica entre os Portos de Santos e Antofogasta.

ALL

Empresa de capital aberto registrado na Bovespa, a ALL registrou crescimento de Ebtidar (lucro antes dos juros, imposto de renda, depreciação, amortização e aluguel de vagões) de 31,8% no primeiro trimestre de 2006, em comparação a igual período do ano passado, somando R$ 95,5 milhões, enquanto as margens de EBITDAR tiveram expansão de 5,5 pontos percentuais, passando de 30,6% para 36,1%. Em 2005, a ALL registrou lucro líquido de R$ 170 milhões, resultado 90% superior ao de 2004 (sem considerar a venda de participações em subsidiárias). A receita consolidada cresceu 15% em comparação ao ano anterior, somando R$ 1,3 bilhão.

A ALL possui uma estrutura consolidada com 16 mil quilômetros de vias férreas no Brasil (sul de SP, PR, SC e RS) e na Argentina, uma frota de 1,6 mil veículos entre próprios e agregados, 706 locomotivas, mais de 19 mil vagões, e grandes áreas em pontos estratégicos para armazenagem e construção de centros de distribuição. Possui ainda 70 unidades espalhadas pelas principais cidades do Brasil, Argentina, Chile e Uruguai, localizadas em pontos estratégicos de embarque e desembarque de carga.

Seus serviços logísticos incluem o desenvolvimento de projetos customizados, movimentação nacional e internacional door-to-door, distribuição urbana, coletas milk run, gestão completa de armazéns, centros de distribuição e estoques. Atende aos mais diversos segmentos: commodities agrícola e fertilizante, combustíveis, construção, madeira, papel, celulose, siderúrgicos, higiene e limpeza, eletro-eletrônicos, automotivo e autopeças, embalagens, químicos e petroquímicos, bebidas, entre outros.

A empresa iniciou suas atividades em março de 1997 como Ferrovia Sul Atlântico, ao vencer o processo de privatização da malha ferroviária sul (PR, SC e RS). Em dezembro de 1998, por meio de um contrato operacional, passou a operar também no trecho sul de SP. Em agosto de 1999 adquiriu as ferrovias Argentinas MESO e BAP, dobrando a extensão de sua malha. Em julho de 2001 integrou a totalidade dos ativos e atividades da Delara, dando origem à maior empresa de logística da América Latina.

O lançamento de ações na Bolsa de Valores de São Paulo, em junho de 2004, foi um marco na trajetória da ALL, pois possibilitou a captação de recursos para financiar seu projeto de crescimento. Hoje, a ALL é a única empresa de logística que possui capital aberto no Brasil, com práticas de governança corporativa.


Leia Também:

Conteúdo pago para banda larga deve girar US$ 234 milhões

Patrimônio dos fundos atinge R$ 805 bilhões

Frio e Dia das Mães animam confecções

Marcopolo vai produzir ônibus na Índia

Jovens engenheiros do Rio conquistam gigante italiana

Varejo cresce 2,4% no 1º trimestre em São Paulo

Eletros prevê alta de 7% nas vendas para Dia das Mães

Baixa renda paga mais imposto em refrigerante

Gafisa monta joint venture para conquistar gaúchos

Agrale se une ao Safra e cria banco de fábrica

Roullier aplica R$ 18 milhões em ampliação no Brasil

Clique Aqui e Veja Mais Notícias de Empresas
Leia as Últimas Notícias