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Cartão BNDES poderá financiar capital de giro

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Demian Fiocca, anunciou, na sede do Sebrae em São Paulo, que o banco passará a aceitar a revenda dos bens comprados antes da sua quitação. Até então, a comercialização só podia ser realizada após o pagamento de todas as parcelas do financiamento.

Com isso, pequenos comerciantes poderão usar o crédito do Cartão BNDES para comprar e revender equipamentos. Segundo pesquisa do Sebrae em São Paulo, cerca de 43% das micro e pequenas empresas do estado estão concentradas no setor do comércio. "Essa era uma grande demanda das associações comerciais. O Cartão BNDES passará a servir de capital de giro para o pequeno empreendedor comercial. Isso é especialmente importante em regiões e microrregiões em que a distribuição não é tão fácil", disse Fiocca.

Desde o início de sua operação, em 2003, o número de cartões emitidos já chegou a cerca de 92 mil, sendo 80% destinados a microempresários. O limite total disponibilizado pelo cartão já passa de R$ 1,8 milhão e o crédito médio concedido é de R$ 20,4 mil. Os fornecedores credenciados somam 3,1 milhão e já há 39,1 mil produtos disponíveis, como computadores, veículos, impressoras, caixas registradoras, balanças para padarias (carro-chefe dos créditos liberados pelo BNDES). O valor total das transações soma R$ 268,7 milhões.

O prazo para pagamento de financiamentos do BNDES é de 36 meses com até 18 de meses de carência. Operam atualmente com os financiamentos o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Bradesco. O Cartão BNDES pode ser solicitado através do site do banco (www.bndes.gov.br) e não exige garantias reais. Em média, depois de aprovado, leva 30 dias para chegar ao empresário.

O presidente do BNDES disse, durante uma coletiva de imprensa, que ainda não tem estimativas de quantas empresas do setor do comércio poderão se beneficiar da medida anunciada nesta segunda-feira. "Não podemos considerar todo o universo de micro, pequenas e médias empresas do setor, pois estaríamos superestimando os números. Queremos que ele comece a funcionar para fazer projeções". (Agência Sebrae de Notícias)


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