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Captação da previdência privada cresce 26%

Levantamento produzido pela Anapp (Associação Nacional da Previdência Privada) revela que o volume de novas contribuições no sistema de previdência complementar chegou a R$ 4,9 bilhões no primeiro trimestre de 2006, o que representou um crescimento de 26,44% na comparação com o primeiro trimestre de 2005, quando R$ 3,9 bilhões ingressaram nos fundos de previdência privada.

Os dados revelam que este resultado foi impulsionado pelas vendas do VGBL - categoria indicada para quem aplica acima do limite de 12% da renda bruta tributável ou não faz a declaração completa de imposto de renda - que teve um crescimento de 58,97% no período, chegando a R$ 3 bilhões, contra R$ 1,9 bilhão captado no primeiro trimestre de 2005. Isso representa uma participação de 62% do VGBL no volume total de novas contribuições por produtos.

Em relação ao PGBL – produto ideal para quem declara completa (formulário azul) imposto de renda, uma vez que permite deduzir até 12% do montante a ser pago à Receita Federal –, ingressou ao sistema R$ 1,07 bilhão em novos recursos, contra R$ 1 bilhão registrado no primeiro trimestre de 2005. Essa performance representou um crescimento de 7,6% no volume de depósitos no sistema e fez com que o PGBL representasse 22% do total de contribuições registrados no acumulado do ano. Por fim, os planos tradicionais captaram R$ 814,3 milhões, o que representou uma queda de 18,11% em relação ao primeiro trimestre de 2005. Os planos tradicionais representam 16% do total de novos depósitos.

Em relação ao público que investe em previdência, o melhor desempenho no trimestre foi dos planos individuais, que registraram um crescimento de 35,63% no volume de novos depósitos. Enquanto que no primeiro trimestre de 2005 ingressaram no sistema R$ 2,8 bilhões, no primeiro trimestre de 2006, esse número saltou para R$ 3,9 bilhões.

Na seqüência, os planos voltados para menores de idade apresentaram um crescimento de 8,84%, passando de R$ 165,4 milhões para R$ 180 milhões entre o primeiro trimestre de 2005 e o primeiro trimestre de 2006. Entre os planos corporativos, o quadro é de estabilidade. No primeiro trimestre de 2005, essa modalidade de plano captou R$ 898 milhões, contra R$ 893 milhões registrados no primeiro trimestre de 2006.

Ranking

A Bradesco Vida e Previdência lidera o ranking de captação no trimestre, com 37% do total, seguida pelo Itaú Vida e Previdência (16%), BrasilPrev (11%), Unibanco Aig (8%), Caixa Vida e Previdência (8%), HSBC (5%), Real Vida e Previdência (4%), Santander (3%), Icatu-Hartford (2%) e Capemi (1%). As demais empresas somam 5% do total.

Os dados da Anapp computaram 322.439 beneficiários do sistema de previdência privada em março de 2006, o que representou uma alta de 33,14% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram registrados 242.176 beneficiários.

A Anapp registrou, até março de 2006, 7.554.544 planos individuais no sistema de previdência privada até março, o que representou uma alta de 11,14% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram registrados 6.797.054 planos individuais.

Quanto aos planos corporativos, a pesquisa da Anapp aponta a existência de 149.175 planos corporativos em março de 2005, contra 124.805 planos registrados em março de 2005, o que representou uma alta de 19,52% no período.

Março

Em março, o volume de novas contribuições no sistema de previdência complementar alcançou a marca de R$ 1,867 bilhão, contra R$ 1,372 bilhão registrado em março de 2005, o que representou um crescimento de 36,05% no período

Em março, o VGBL registrou um volume de captação da ordem de R$ 1,1 bilhão, apresentando uma alta de 49,11% na comparação com o mês de março de 2005, quando ingressaram ao sistema R$ 759,8 milhões. No período analisado, o PGBL teve uma captação de R$ 440,9 milhões contra R$ 331,8 milhões, o que resultou em uma alta de 32,88% em relação ao mesmo período de 2005. Em março, os planos tradicionais captaram R$ 291 milhões contra R$ 277,8 milhões verificados no mesmo período do ano anterior (alta de 4,6%).

Por público, consumidor de previdência, a melhor performance do mês de março ficou por conta dos planos corporativos, que apresentaram crescimento de 46,78% entre 2005 e 2006. Em março de 2006, essa modalidade de produto captou R$ 355,8 milhões enquanto que, em março de 2005, a captação ficou em R$ 242,4 milhões.

Em seguida, o melhor desempenho ficou por conta dos planos individuais que, em março de 2006, tiveram captação de R$ 1,4 bilhão, o que representou uma alta de 35,09% contra o mês de março de 2005, quando foi captado R$ 1 bilhão na modalidade de planos individuais.

Por fim, os planos voltados para menores de idade tiveram crescimento de 11,15%, passando de R$ 63,395 milhões em março de 2005 para R$ 70,4 milhões em março de 2006.

Reservas

Até o primeiro trimestre do ano, o nível de reservas – saldo dos recursos dos planos – chegou a R$ 81,2 bilhões, um crescimento de 26,6% na comparação com o mesmo período de 2005, quando o indicador somou R$ 64,1 bilhões. Segundo a análise da Anapp, do total de recursos depositados em previdência complementar aberta no país, 33% são para os planos tradicionais; 38% para o VGBL; 28% para o PGBL e, por fim, 1% para o Fapi.


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