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Pequena
empresa perde peso no comércio exterior
Nas exportações
brasileiras registradas em 2005, as micro e pequenas
empresas deixaram de apresentar o grande êxito
dos anos anteriores. O total do valor exportado
foi de US$ 3,1 bilhões, representando crescimento
de apenas 4,7%, comparado com 2004. Esse percentual,
na verdade, representa a soma do aumento das vendas
externas das pequenas empresas (+5,9%) com a respectiva
queda nas microempresas (-4,2%).
Os dados são da pesquisa
'As Micro e Pequenas Empresas na Exportação
Brasileira - 1998/2005', realizada pelo Sebrae
e a Fundação Centro de Estudos do
Comércio Exterior (Funcex). O estudo indica
também que a participação
das micro e pequenas empresas no total das exportações
brasileiras caiu de 3,1% para 2,7%, entre 2004
e 2005. E para contribuir com a tendência
de retração, o número de
micro e pequenas firmas que negociam com o mercado
externo diminuiu 7,6%, caindo de 12.376 para 11.438
empresas, no mesmo período.
Vale lembrar que em 2005 as exportações
totais no Brasil tiveram o considerável
salto de 22,6%, comparado com o ano anterior,
resultando no montante de US$ 118,3 bilhões,
englobando todas as 17.110 exportadoras.
Trata-se do terceiro ano consecutivo
em que as exportações no Brasil
cresceram a taxas superiores a 20% ao ano, contando,
é claro, com vários fatores favoráveis,
como o crescimento da demanda mundial e o aumento
dos preços internacionais das commodities.
Mas nessa festa, os principais protagonistas foram
as grandes empresas, que tiveram alta de 26,7%
nas vendas em 2005, com relação
a 2004, somando US$ 88,6 milhões, o que
representa uma participação de 75,1%.
Em segundo lugar vieram as médias
empresas, com participação de 13,2%,
equivalente a US$ 15,6 milhões em vendas,
embora este valor não represente grande
crescimento (6,8%), quando comparado com 2004.
Por último, merece parabéns o resultado
da chamada pequena empresa especial (pequeno número
de empregados e grande faturamento), cuja participação
é de 8,9%, respondendo por US$ 10,5 milhões
exportados, o que significa um crescimento de
21,6% entre os dois anos. De qualquer forma, também
houve queda no número de médias
e grandes exportadoras (-3,6%).
Freqüência
exportadora
Um dado positivo para as micro
e pequenas empresas é o seu impressionante
crescimento na categoria das exportadoras contínuas,
ou seja, aquelas que exportaram de forma sistemática
e ininterrupta. Nada menos que 52,9% do total
de microempresas que exportaram em 2005 são
contínuas, sendo este percentual muito
maior que o de 2004 (32%) e sobretudo de 1998
(11%).
Já o índice de microempresas
que exportam de maneira descontínua caiu
sensivelmente para 25,9%, considerando que em
2001 o percentual era quase o dobro (50%). A curva
também é descendente para as micro
exportadoras estreantes, que em 2005 alcançou
21,2% (era de 46,6% em 1998).
O painel é parecido nas
pequenas empresas, em que as contínuas
ampliaram sua posição para 63,6%
em 2005, contra os 52,1% registrados no ano anterior.
A participação das pequenas descontínuas
caiu para 27,7% (era de 33,8% em 2004), assim
como as estreantes (com queda de 14,2% em 2004
para 8,7% em 2005).
Para o gerente de Gestão
Estratégica do Sebrae Nacional, Gustavo
Morelli, a pesquisa sugere claramente que as empresas
atualmente têm melhores condições
de manter presença no mercado externo.
"Pelo menos é bom observar que a maior
parte das empresas que desistiram de exportar
em 2005 são justamente as descontínuas
e estreantes, enquanto a participação
das contínuas cresceu bastante". Em
todo caso, segundo Morelli, é preciso que
haja uma política que aumente a participação
das micro e pequenas empresas nas exportações.
Metodologia
De acordo com a pesquisa, o conceito
de microempresa refere-se àquela com menos
de 20 pessoas ocupadas e que exporta até
US$ 300 mil por ano, enquanto a pequena empresa
tem menos de 100 empregados e exporta anualmente
até US$ 2,5 milhões. Já a
micro e pequena empresa especial tem este nome
por apresentar características híbridas.
É pequena no número de pessoas ocupadas
(menos de 100), mas grande no valor exportado
(acima de US$ 2,5 milhões). Por fim, as
médias e grandes empresas são aquelas
que empregam, respectivamente, entre 100 e 499
empregados e acima de 500 pessoas.
A classificação
das empresas exportadoras é feita a partir
do cruzamento dos dados referentes às empresas
que exportam a cada ano, identificadas a partir
de informações da Secretaria de
Comércio Exterior (Secex), do Ministério
do Desenvolvimento Indústria e Comércio
Exterior, com as informações da
Relação Anual de Informações
Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho
e Emprego. (Agência Sebrae de Notícias)
Serviço:
Veja a íntegra a pesquisa
no link:
www.sebrae.com.br/br/pesquisa%5Fexportacao4/
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