|
Grande
varejo é mais otimista quanto ao Natal
A Pesquisa Serasa de Perspectiva
Empresarial para o Natal 2006, realizada em todo
o país, mostra um otimismo moderado dos
empresários do varejo com 39% dos entrevistados
esperando aumento do faturamento em relação
ao Natal de 2005. Com relação ao
volume de vendas físicas, o crescimento
é esperado por 42% do empresariado entrevistado.
A perspectiva de aumento do faturamento
(39% dos entrevistados) manteve-se praticamente
estável com relação à
perspectiva de aumento verificado no Dia das Crianças
(40% dos entrevistados), após quedas sucessivas
registradas a partir da Páscoa (44%). No
Dia das Mães, os otimistas eram 37%, no
Dia dos Namorados, 35% e no Dia dos Pais, 32%,
sempre em relação à mesma
data de 2005.
A nova pesquisa da Serasa considerou
uma amostra de 1.020 empresas do varejo, representativas
de todo o país e segmentadas por porte
(pequeno, médio e grande) e região
(Norte, Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste).
As entrevistas foram realizadas entre os dias
21 e 28 de novembro.
Os empresários entrevistados
que acreditam no aumento do faturamento (39%)
no Natal 2006, trabalham com uma perspectiva de
crescimento médio de 16,2%. Outros 37%
dos empresários vêem estabilidade
no Natal 2006 comparado com a mesma data do ano
passado.
Os empresários mais otimistas
são os das grandes empresas, com 60% deles
percebendo uma melhora no faturamento. A seguir,
na perspectiva de evolução do faturamento,
aparecem os empresários das médias
(42%) e pequenas empresas (37%).
Na região Norte, os empresários
do varejo estão mais otimistas para o faturamento
da data, com 56%. Em seguida, o otimismo surge
no empresariado das regiões Nordeste e
Centro-Oeste, com 44%, seguidos pelos da região
Sudeste com 43%. A região menos otimista
é a Sul com perspectiva de crescimento
em apenas 27% dos empresários. Esta região
sofre com a crise do agronegócio e com
o real valorizado, que impõe dura concorrência
com os produtos importados, que, no conjunto,
pressionam a renda do consumidor local.
Quando analisadas as opiniões
sobre vendas físicas (volume de quantidade
vendida), o otimismo para a data se situa em 42%
e a estabilidade em 34%. Entre aqueles que esperam
crescimento nas vendas físicas, o aumento
médio esperado é da ordem de 14,7%.
Novamente, as grandes empresas são as mais
otimistas, de acordo com a opinião de 60%
dos empresários do varejo. A seguir estão
as médias (44%) e pequenas empresas (40%).
Para o Natal 2006, as vendas à
vista representarão 44% das compras e as
a prazo, 56%. Para os empresários do setor,
em relação às vendas à
vista, o dinheiro terá uma participação
de 42%, o cheque de 31%, o cartão de crédito
de 15%, o de débito de 11% e os cartões
da própria loja de 1%. Nas vendas a prazo,
o cheque pré-datado representará
41% da modalidade, o cartão de crédito
parcelado 29%, o financiamento ou crediário
24%, o cartão de débito parcelado
ou pré-datado 3%, as outras modalidades
de pagamento 2% e o cartão da própria
loja parcelado, 1%.
Nas vendas a prazo realizadas
através de financiamento ou crediário,
67% delas compõem-se de financiamento concedido
pelo próprio estabelecimento comercial.
Por outro lado 33% das empresas comerciais se
utilizarão de financeira para as suas vendas
a prazo. A participação das financeiras
nas vendas a prazo cresce com o porte do estabelecimento:
22% para as pequenas, 48% para as médias
e 76% para as grandes empresas comerciais. Assim,
observa-se que quanto maior a empresa maior é
o envolvimento de financeiras nas vendas a prazo.
Neste Natal, apenas 6% das empresas
comerciais pesquisadas utilizará a internet
para comercializar os seus produtos, com a predominância
das grandes empresas (16% delas utilizarão
a internet como veículo de vendas). Por
região geográfica, as empresas do
Sudeste e do Centro-Oeste são as que mais
se utilizarão da internet (7%), seguidas
pelas empresas da região Sul (5%). Na região
Sudeste destacam-se as empresas do Estado do Rio
de Janeiro com 12% delas prevendo utilizar a internet
para vender seus produtos.
De forma geral, o Natal 2006 reúne
melhores condições conjunturais
para um desempenho superior comparado à
mesma data de 2005. Em 2006, o consumidor está
mais confiante, o montante da oferta de crédito
está superior e com taxas ligeiramente
abaixo das praticadas em 2005, a inadimplência
está sob controle, isto é, crescendo
porém num ritmo inferior ao aumento da
oferta de crédito.
A Serasa divulga dois tipos de
pesquisas a propósito do Natal: Nível
de Atividade Econômica do Comércio,
indicador baseado em dados reais das consultas
realizadas no banco de dados da Serasa, o único
de alcance nacional (pesquisa esta realizada também
nas outras datas comemorativas relevantes para
o comércio); e a Pesquisa de Perspectiva
Empresarial, a qual tem por objetivo identificar
as principais tendências da economia a partir
do levantamento das perspectivas dos empresários.
Leia
Também:
Sadia
prevê investir R$ 800 milhões em
2007
TCS
amplia centro de desenvolvimento de TI no Uruguai
Benner abre unidade em Belo Horizonte
Pequena
empresa perde peso no comércio exterior
Perdigão
quer investir R$ 460 milhões em 2007
AOC
inicia produção de monitor de LCD
no Brasil
Comércio
de SP fecha 2006 com desempenho fraco
Muitas
empresas ainda não adaptaram contrato ao
novo Código Civil
Eletros prevê superávit comercial
de US$ 150 milhões
Construção
civil deve crescer 4,9% em 2007
Grupo
francês assume controle do brasileiro Darrow
Laboratórios
Contractors
cresce 140% em 2006
Setor
eletroeletrônico fatura 14% a mais no ano
CCE
lança notebook com Linux por menos de R$
2 000
Exportações
aos árabes vão bater meta
Setor
gráfico exporta US$ 228 milhões
em 10 meses
Miolo eleva venda de espumantes em 20%
Clique
Aqui e Veja Mais Notícias de Empresas
Leia
as Últimas Notícias
|