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Lançamento de imóvel residencial tem queda forte em SP

O mercado de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo registrou um crescimento acumulado de 4,8% nos três primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Foram comercializadas 5.214 unidades contra 4.976 unidades em 2005.

Em volume de recursos, o mercado fecha o trimestre com a comercialização de R$ 1,5 bilhão. Isso significa um incremento de 16,4% ao montante de R$ 1,3 bilhão aplicado nos três primeiros meses de 2005.

Esses números positivos refletem-se no ritmo de vendas medido pelo indicador Vendas sobre Oferta (VSO), que registrou no mês de janeiro o índice de 6,1%, subiu para 8,3% em fevereiro e atingiu 9,9% em março.

O crescimento na comercialização de imóveis no trimestre não foi acompanhado pelo lançamento de novas unidades, que apresentou uma expressiva desaceleração. Isso se deve, principalmente, pelas dificuldades impostas pelas novas regras de ocupação da cidade trazidas pela Lei de Zoneamento, cuja revisão terá de ocorrer ainda este ano.

Os lançamentos residenciais iniciaram uma preocupante trajetória de queda. De janeiro a março de 2005, foram lançadas 4.734 unidades; um volume bastante diferente das 2.724 unidades lançadas este ano. Uma retração aproximada de 42,5%.

Em termos econômicos e comparativamente ao volume registrado no primeiro trimestre de 2005, a diminuição de mais de duas mil unidades levou a uma retração de 52,7% no Valor Geral de Venda (VGV) de lançamento. Isso representa uma queda de R$ 1,57 bilhão do primeiro trimestre de 2005 para pouco mais de R$ 741 milhões no ano.

Dos lançamentos ocorridos no trimestre, unidades com dois e quatro dormitórios empataram com 35% do total lançado, seguidas por 24% de imóveis com três dormitórios e 6% com um dormitório. Mas se analisarmos esses lançamentos tendo por base o preço dos imóveis, unidades com quatro dormitórios representaram 66% do total, com preço médio de R$ 520 mil, contra a média de R$ 100 mil para o segmento de dois dormitórios.

Em um cenário de crescimento da oferta de crédito imobiliário com recursos oriundos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), cujo montante destinado para aplicação no setor este ano está estimado em R$ 6,7 bilhões, sem contar os R$ 2 bilhões de crédito da Caixa Econômica Federal – também provenientes da poupança – permite traçar perspectivas bastante positivas para 2006.

Provavelmente, os imóveis de dois dormitórios ganharão destaque nos próximos meses e os beneficiados com esse farto volume de crédito imobiliário serão as famílias de classe média.

“Com as necessárias mudanças legais no zoneamento da cidade, tudo leva a crer que serão aplicados mais de R$ 8 bilhões em novos contratos para a produção e aquisição de unidades. Nada mau para um sistema que em 2002 contratou menos de R$ 1,8 bilhão”, afirma o vice-presidente do Secovi-SP, Alberto Du Plessis Filho.


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