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Estudantes buscam parceiros para usina de biodiesel

Se alterar a matriz energética de um país parece tarefa longa e árdua para autoridades políticas e econômicas brasileiras, aos jovens Bruno Átila, Etienne Gomes e Louis Lisboa, alunos da Escola Técnica de Formação Gerencial (ETFG) do Sebrae em Minas Gerais, não falta vontade de arregaçar as mangas. Um trabalho escolar pedia que durante o ano de 2005 eles elaborassem o plano de negócios de uma empresa. Eles escolheram uma usina de biodiesel e não se conformam em deixá-la no papel.

"Estamos buscando investidores parceiros porque apostamos no negócio", diz Bruno Átila. Segundo os jovens empreendedores, o investimento inicial para colocar o projeto em execução é da ordem de R$ 4 milhões. O retorno deve ocorrer em cerca de três anos e meio. O faturamento médio anual previsto é de R$ 43 milhões nos cinco primeiros anos. Os custos, por sua vez, anualmente, representariam R$ 39 milhões. Com o preço de venda do litro de óleo a R$ 1,18, a venda mínima para manter a empresa funcionando teria de ser de 387.597 litros ao ano. O lucro líquido anual seria de R$ 3 milhões.

Eles viram a oportunidade na lei federal que obriga a mistura do biodiesel ao óleo comum, gradativamente, a partir de 2008. A empresa, uma indústria extratora de óleo vegetal e produtora de biodiesel foi pensada para tornar-se, segundo o projeto, "uma referência nacional na produção de biodiesel de qualidade e consolidar-se como grande fornecedora da região central de Minas Gerais após os primeiros cinco anos de funcionamento". O trabalho não foi pouco. "Estudamos, viajamos, participamos de eventos, fizemos uma rede de contatos. Não queremos perder esse esforço", afirma o estudante.

O plano prevê até a localização da usina, no município de Vespasiano, a 20 km de Belo Horizonte. Um local estratégico segundo os estudantes. A empresa terá 25 funcionários e ocupará um terreno de 10 mil m² com capacidade para produzir 60 mil litros de biodiesel por dia. "Para nós não importa se nosso parceiro será um investidor só ou um consórcio de investidores. O que queremos é colocar a idéia em prática", diz Bruno Átila.

As políticas públicas e programas governamentais que visam incentivar a atividade de produção de biocombustível no País, como o Programa Nacional de Agricultura Familiar, o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel e o selo Combustível Social, que confere isenção de impostos e facilidades em financiamentos às empresas que comprem de pequenos agricultores, são as grandes oportunidades. "Essa legislação flexível, junto com mercados pioneiros que já apresentam demanda pelo produto, é a 'mola propulsora' do projeto", avalia Etienne Gomes.

Serviço:

Assessoria de Imprensa Sebrae em Minas - (31) 3371-9036


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