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Otimismo
na construção disparou em agosto
Os empresários da construção
civil brasileira voltaram a apontar otimismo em
relação ao desempenho e às
perspectivas de suas empresas, na 28ª Sondagem
da Construção, realizada em agosto
pelo SindusCon-SP, em parceria com a FGV Projetos,
da Fundação Getulio Vargas.
Os resultados desta 28ª Sondagem,
feita antes da atual crise política e antes
do último pacote da construção
civil, foram os melhores desde que a pesquisa
começou a ser realizada, em novembro de
1999.
O resultado não surpreende,
pois alguns números relativos à
Sondagem anterior, feita em maio, confirmaram
que o setor seguiu crescendo, apesar de o segundo
trimestre do ano ter terminado em ritmo mais lento
que o primeiro, com a desaceleração
dos investimentos.
A novidade é que o empresário
estava sinalizando nesta última sondagem
que os tempos melhoraram e prosseguiriam nesta
trajetória. O indicador de desempenho atual
das empresas da construção cresceu
11% na comparação com a sondagem
realizada em maio e 21% em relação
à pesquisa de agosto de 2005. Ou seja,
houve um salto considerável na percepção
do empresário e o indicador ficou próximo
do nível de neutralidade (46,4 numa escala
de zero a cem, onde o otimismo começa a
partir de 50).
A melhora do desempenho das empresas
mudou o ânimo do empresário da construção
em relação ao futuro. De acordo
com a 28ª Sondagem da Construção,
pela primeira vez o indicador atingiu um patamar
superior a 50, indicando que o empresário
aposta em perspectivas mais positivas para o setor.
O resultado é bastante significativo e
está em linha com as projeções
elaboradas para o setor. A melhora no ânimo
foi generalizada, ou seja, em todas as regiões
do país, exceto na Sul, onde o indicador
ainda ficou ligeiramente abaixo de 50.
Entretanto, embora tenham apontado
satisfação com o faturamento e o
volume de negócios, os empresários
ainda revelaram pessimismo com a rentabilidade,
embora em nível menor que anteriormente.
A redução da rentabilidade
com crescimento do volume de negócios reflete
o aumento da concorrência entre as construtoras.
Está-se produzindo mais e o aumento da
oferta está deprimindo preços e
rentabilidade. Em boa medida, esse é um
fenômeno que está sendo observado
em praticamente todas as regiões do país
e é resultado da grande expansão
na oferta de crédito imobiliário.
No estado de São Paulo,
os resultados da Sondagem foram mais positivos.
O desempenho das empresas cresceu 13,1% na comparação
com a pesquisa de maio e 21% em relação
a agosto de 2005. O resultado de agosto também
foi o melhor desde o início da pesquisa.
A perspectiva de desempenho futuro
da empresa cresceu significativamente e ultrapassou
o patamar de 50. Em relação às
perspectivas da economia, as mudanças foram
pequenas, uma tendência em todas as regiões
do Brasil. A análise dos dados da pesquisa
mostram que isso reflete um momento em que, de
fato, enquanto as projeções de crescimento
econômico estão sendo revistas para
baixo, as da construção mantêm-se
em patamares bem superiores.
A pesquisa completa pode ser vista
no site
do sindicato. A publicação é
resultado de parceria entre o SindusCon-SP e a
FGV.
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