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Venda de material de construção deve crescer 5,5%

O setor de material de construção deve fechar o ano com um crescimento de 5,5%, na comparação com 2005. O segmento iniciou o segundo semestre de 2006 em alta, puxado pelas vendas do mês de julho, que cresceram 20% sobre o mês de junho. No acumulado do ano (janeiro a outubro), o setor cresceu 4,5% sobre o mesmo período do ano passado.

No início do ano, a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) previa um crescimento de 8% sobre 2005, mas alguns fatores influenciaram esse desempenho. Houve um aumento de 10% do consumo dos materiais pelas Construtoras, enquanto que as vendas destinadas aos consumidores cresceram apenas 3%.

“Isto reflete a retomada de obras importantes, pois, no acumulado do ano, os materiais básicos, como o cimento, tiveram um aumento de vendas de 9%, enquanto que os materiais hidráulicos cresceram 3,5% e os materiais elétricos apresentaram queda de 2%, acompanhados pelos materiais de acabamentos”, explica Cláudio Conz, presidente da Anamaco.

Segundo ele, a antecipação do 13º salário e os reajustes salariais devem influenciar as vendas neste fim de ano. “Por isso, acreditamos que o setor fechará o ano com 5,5% de crescimento. A chegada do fim do ano inspira as pessoas a reformarem suas casas”, explica Conz.

Ainda de acordo com o emprresário, as desonerações de três listas de materiais de construção pelo Governo Federal ajudaram o desempenho das vendas, principalmente no momento do anúncio das medidas. “Em 2006, conseguimos desonerar quase todos os materiais necessários para a construção de uma casa popular. Faltam pouquíssimos produtos, como fechaduras e tintas, para que este objetivo seja alcançado”, completa Conz.

O presidente da Anamaco ainda declarou que medidas como esta são essenciais para a redução do déficit habitacional brasileiro de 8 milhões de novas moradias, que pode chegar a 16 milhões, se levarmos em conta a qualidade dessas casas e as que necessitam de algum tipo de reforma.

De acordo com dados da entidade, o primeiro trimestre do ano foi positivo para o setor, com desempenho melhor em janeiro que em fevereiro e neste melhor que em março. No segundo trimestre, houve uma pequena retração. “Talvez a Copa do Mundo, o efeito PCC e a perda de dias úteis, com vários feriados, tenham atrapalhado mercado”, explica Conz.

Um fator importante para o aumento das vendas é a diminuição dos juros e a oferta de crédito, que melhora as possibilidades de compra para os clientes das grandes lojas. A Anamaco – entidade que representa em âmbito nacional 105 mil lojas de materiais de construção – vem buscando junto ao governo federal, novos sistemas de crédito, a diminuição da burocracia e a redução de impostos sobre mais produtos do setor.


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