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Financiamento para imóveis usados cresceu 5,54% no semestre

O financiamento para imóveis usados na cidade de São Paulo aumentou no primeiro semestre deste ano. Ao longo dos seis primeiros meses, houve um crescimento de 5,54% nas vendas de casas e apartamentos financiados pela Caixa Econômica Federal (CEF) e de 4,44% nas que receberam financiamento de bancos privados e do estatal Nossa Caixa Nosso Banco. Os números do semestre foram apurados pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECI-SP) ao fechamento da pesquisa de venda de imóveis usados e aluguel residencial de junho.

O aumento do crédito para a compra da casa própria fez recuar as vendas à vista e com financiamento direto dos proprietários - que parcelam o valor ao comprador por conta própria. As negociações feitas à vista durante o primeiro semestre foram 1,80% menores e as financiadas pelos proprietários tiveram redução de 14,74%. Já as vendas realizadas por meio de consórcios tiveram expansão de 123,81% nesse período, mas esse crescimento se deu sobre uma base percentual reduzida - de 0,53% para 1,19% do total de imóveis vendidos.

"Um semestre que fecha com resultados como esses só pode ser saudado como positivo, porque mostrou ter havido crescimento naquilo que é essencial para a maioria das famílias, ou seja a maior facilidade para obtenção do crédito para comprar a casa própria", comentou José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECI-SP). Mas ele ressaltou que foi acesa uma luz amarela no acompanhamento que o CRECI-SP faz do comportamento do mercado em São Paulo.
"Esse crescimento de 5,54% neste primeiro semestre de 2006 é inferior ao registrado nos dois primeiros semestres anteriores, de 2005 e 2004, quando o crédito para imóveis usados oferecido pela CEF teve expansão de 46,3% e 43,33%, respectivamente. Nos demais bancos, o aumento nos financiamentos havia sido de 83,51% em 2005 e de 35,87% em 2004" , acrescentou.

"O financiamento é essencial e imprescindível para permitir às famílias o acesso ao imóvel próprio, daí nossa preocupação com essa redução no ritmo de crescimento dos empréstimos", afirma Viana Neto. Ele disse esperar que esse índice menor decorra de algum ajuste temporário de posição dos bancos e não configure um recuo permanente do nível de expansão, "o que destruiria uma política de recuperação do crédito imobiliário que o governo vinha construindo sob pressão da sociedade, uma suspeita que por si só deve levar o Banco Central a reforçar a vigilância sobre as instituições financeiras."

A pesquisa feita pelo CRECI-SP com 481 imobiliárias de todas as regiões da Capital paulista constatou que houve redução de 6,09% no total de imóveis usados vendidos em junho comparativamente a maio. O índice de vendas baixou de 0,5579 em maio para 0,5239 em junho, quando foram comercializados 252 casas e apartamentos.

As propriedades mais vendidas nesse período foram as com preços até R$ 100 mil, que somaram 51,16% do total imóveis negociados. Os apartamentos representaram 59,92% desse total e as casas, 40,08%.

A pesquisa CRECI-SP registrou 13 ocorrências de alta de preços médios e 5 de baixa no segmento de apartamentos. No de casas, foram 16 registros de aumento de preços e 3 de redução. Apartamentos construídos há mais de 15 anos e de padrão Standard, localizados na Zona C - onde estão agrupados bairros como Lapa, Mooca e Santa Cecília - apresentaram o maior índice de aumento de preço médio em junho:14,69%. Nessa região, o valor do metro quadrado passou de R$ 810,14 em maio para R$ 929,16 em junho, segundo os números levantados pela pesquisa CRECI-SP.

O número de imóveis alugados em junho foi 8,77% inferior a maio, com índice de locação residencial na Capital paulista caindo de 2,4863 para 2,2682. As 481 imobiliárias consultadas pelo CRECI-SP alugaram 1.091 propriedades em junho, sendo a maioria, casas (55,55%).

Os imóveis devolvidos por inquilinos às imobiliárias consultadas somaram 539, um aumento de 19,29% em relação a maio. E a inadimplência dos locatários com imóveis administrados por essas imobiliárias foi de 4,95% em junho, uma alta de 6,99% na comparação com maio.

No Fórum da Capital, todos os tipos de ações locatícias tiveram redução em junho, à exceção de uma - as consignatórias aumentaram 7,14%. Já as ordinárias reduziram-se em 5,6%; as renovatórias em 28,95%; as por falta de pagamento em 12,10%.

No primeiro semestre, a participação do seguro-fiança no total de contratos de locação cresceu 42,96% enquanto o fiador teve sua participação reduzida em 5,3% e o depósito de três meses de aluguel, em 1,44%.

Quando se faz a comparação com junho de 2004, o crescimento da participação do seguro-fiança sobe para 80,15%, caindo a do fiador 11,93% e crescendo a do depósito de três meses 5,55%.


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