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Baixa renda paga mais imposto em refrigerante

A Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (AFREBRAS) divulgou, em São Paulo, estudo inédito, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), revelando que a carga tributária dos pequenos e médios fabricantes de refrigerantes é maior do que a das grandes corporações do setor.

Segundo o estudo, a fabricação de refrigerantes tem uma das tributações mais injustas do Sistema Tributário Brasileiro. Ao se instituir a tributação fixa de valor e não um percentual sobre o preço do produto, o governo penaliza fortemente as populações de mais baixa renda. Com isso, faz com que as pessoas de menor poder aquisitivo subsidiem os gastos das pessoas de maior renda.

As famílias de menor renda (até 2 salários mínimos mensais) consomem em média 23 litros de refrigerantes por ano, pagando um preço médio por litro de R$ 0,90, enquanto que as famílias mais ricas, com ganho mensal superior a 15 salários mínimos consomem 117 litros de refrigerante por ano, a um preço médio de R$ 3,07 o litro. Para o produto mais barato, os tributos têm peso de 27% e para o produto mais caro têm peso de 8%.


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