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CNI
ajuda pequena empresa a ganhar o mundo
A Confederação Nacional
da Indústria (CNI) está investindo
nos serviços de seus Centros Internacionais
de Negócios (CINs), instalados junto às
federações estaduais da indústria,
para promover a internacionalização
de pequenas empresas. A rede formada pelos centros
cobre 25 dos 26 estados brasileiros, além
do Distrito Federal. O único estado que
ainda não tem uma unidade é o Tocantins.
Entre as atividades dos centros
está a promoção comercial,
que inclui a participação de companhias
brasileiras em eventos internacionais. Em 2006,
a rede levou 35 empresas à Feira Industrial
de Hannover, na Alemanha. Para 2007, estão
programadas participações na Fruit
Logistics, também na Alemanha; em um seminário
internacional de negócios, em Maceió;
na Expo Alimentos, de Porto Rico; na Expo Cruz,
na Bolívia; e novamente na Feira de Hannover.
"Nada impede que novos eventos
sejam incluídos no calendário, inclusive
nos Emirados Árabes Unidos", disse
o gerente executivo da unidade de comércio
exterior da CNI, José Frederico Álvares.
Ele destacou que o objetivo da
participação nos eventos não
é vender produtos, mas colocar as empresas
em contato com mercados estrangeiros. "Nós
usamos os eventos para fazer missões prospectivas",
disse. "Nós selecionamos as empresas
e levamos para eventos de determinado setor para
que elas possam se expor internacionalmente, fazer
contatos, conhecer seus concorrentes, novas tecnologias
e processo de produção. São
missões educativas", acrescentou.
Além da promoção
comercial, os CINs oferecem serviços de
assessoria e capacitação para empresas
interessadas em fazer negócios lá
fora, que incluem inteligência comercial
e apoio às vendas. "Nosso serviço
de inteligência comercial é bem instrumentado
para orientar as empresas sobre qual tipo de mercado
é o mais indicado em função
do produto oferecido", disse Álvares.
A partir de 2007, a rede pretende
ter também um banco de projetos de empresas
brasileiras que possam interessar a investidores
e eventuais parceiros estrangeiros. "A idéia
é buscar no exterior parceiros para projetos
conjuntos. Vamos identificar empresas brasileiras
com este potencial, ver quais são as demandas
delas e divulgá-las no exterior",
afirmou Álvares.
Embora os CINs não imponham
restrições ao tamanho das empresas,
são geralmente as micro e pequenas que
buscam os serviços. "Trata-se de um
processo de seleção natural. Médias
e grandes empresas dificilmente procuram estes
serviços", afirmou Álvares.
Companhias de maior porte geralmente buscam o
mercado externo por conta própria.
De acordo com ele, os CINs existem
desde 1998, mas só agora começaram
a atuar como uma rede nacional. A primeira ação
no exterior feita em grupo foi a participação
na Feira de Hannover de 2006. "A rede permite
a troca de experiência entre empresas de
todo o país", disse.
A rede ainda não esteve
em nenhum evento no mundo árabe, mas CINs
estaduais já promoveram ações
na região, como foi o caso do centro da
Federação das Indústrias
de Santa Catarina (Fiesc) que organizou entre
outubro e novembro, em parceria com a Câmara
de Comércio Árabe Brasileira, uma
missão do setor de material de construção
ao Catar, Emirados Árabes e Kuwait. (Alexandre
Rocha - Agência Árabe de Notícias
- www.anba.com.br)
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