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Chinesa
Speed quer fatia do mercado brasileiro de PC
A multinacional chinesa Speed
InfoTech anuncia que vai aumentar sua atuação
no Brasil. Nos planos, estão a abertura
de unidade de produção de PCs e
a importação de equipamentos de
tecnologia em O&M, customizados para grandes
distribuidoras e integradores. Três acordos
já foram assinados, representando encomendas
de US$ 12 milhões (FOB) para 2007.
Diante desse primeiro resultado,
Douglas Prado, business manager da gigante no
Brasil, acredita que será possível
triplicar o faturamento, em comparação
aos US$ 15 milhões alcançados em
2006. Do total da receita, 70% virem das vendas
de produtos com marca própria e 30% O&M.
A projeção é que o quadro
se inverta em 2007. A corporação
tem o Brasil como base nas Américas. A
abertura de escritórios nos Estados Unidos
e no México vai ocorrer também em
2007.
Segundo o executivo, a empresa
já prepara o desembarque no mercado brasileiro
de microcomputadores. A linha de produção
vai ser instalada na unidade localizada em Santo
André (SP), sendo que o primeiro lote deve
sair até julho de 2007. “A queda
de impostos ocasionada pela MP do Bem e a estabilização
do dólar nos deixa seguros para dar esse
passo", diz Prado. "Queremos transformar
a empresa num dos maiores players em tecnologia
do país”.
A fabricação nacional
de PC´s estará focada no segmento
de high-end, ou seja nas máquinas mais
potentes e, consequentemente, mais caras. O executivo
explica que a decisão foi tomada em função
do fato de que o mercado das máquinas populares
já está muito saturado. A estratégia
pode receber uma mãozinha do governo, pois
existe a possibilidade de que a redução
de impostos seja estendida aos equipamentos mais
caros.
Outra novidade anunciada pelo
executivo é que a Speed Brasil, a distribuidora
master de seus produtos, virou uma empresa de
capital aberto. Já foram negociadas com
um sócio 20% das ações e
mais 29% devem ser disponibilizadas ao mercado.
Esta fatia é avaliada em R$ 1,5 milhão,
segundo Prado. Ele diz ainda que o controle da
unidade produtiva não será compartilhado.
A linha de marca própria
distribuída no país envolve desde
periféricos, como cartuchos para impressoras,
até câmeras digitais, passando por
mouses, pen drives, MP3, MP4, fones de ouvido
digitais, webcams, telefones VoIP (inclusive habilitados
para Skype), switchs de 16 e 24 portas para pequenas
e médias empresas, entre outros.
A nova unidade produtiva da Speed
vai prover grandes canais brasileiros com soluções
terceirizadas e customizadas com as marcas dos
clientes. As primeiras três companhias que
já assinaram contrato com a chinesa são
as distribuidoras Pauta e Local X e a fabricante
Eclipse. “Após 17 anos de mercado,
inclusive alguns na própria Pauta, percebi
a tendência desses players de oferecerem
aos clientes soluções em TI com
custos mais agressivos”, diz Prado.
A Speed InfoTech foi fundada em
1998 em Xangai (China) e sua gama de suprimentos
e acessórios ainda conta com produtos ópticos
CDR, CDRW, DVD, DVD Player e COMBO (incluindo
mídias), mouses e teclados cabeados ou
wireless, conjuntos de caixas de som para micros,
home e corporate theater, headset, cooler de CPU
e gabinetes.
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