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Pequena
empresa do Rio espera crescimento
Mais de 60% das micro e pequenas
empresas fluminenses estão otimistas e
acham que os negócios vão apresentar
resultados positivos nos próximos seis
meses. O Índice de Confiança, que
capta a expectativa, foi um dos indicadores de
uma medição inédita do Sebrae
no Rio de Janeiro, realizada pela Fundação
Getúlio Vargas (FGV).
A pesquisa 'Indicadores de pequenas
empresas do Estado do Rio de Janeiro' também
foi composta pelos Índices de Desempenho
(Ides), focalizando o faturamento, pessoal e salário,
pelo Índice de Dinamismo (Idin), evolução
trimestral de medidas associadas ao aumento da
competitividade.
O estudo lançado no Rio
de Janeiro é o resultado de uma radiografia
do setor que levou em conta a situação
de 137 mil empresas de 178 segmentos. Este resultado
reflete apenas a realidade dos negócios
formais e que geram emprego. Os dados apresentados
levaram em conta o mês de setembro, mas
a proposta é fazer um levantamento contínuo
para monitorar o desempenho conjuntural do setor.
A expectativa do Sebrae-RJ é
que em setembro de 2007, quando se completa um
intervalo considerado ideal aferir as mudanças
sem a interferência de problemas sazonais,
será possível ter uma idéia
bem precisa da evolução dos pequenos
negócios fluminenses.
"Pesquisa é reflexão
e permite o planejamento de novas ações
não só para o Sebrae como para todas
as esferas públicas e outras entidades
que trabalham pelo desenvolvimento das micro e
pequenas empresas", afirmou o superintendente
do Sebrae no Rio de Janeiro, Sérgio Malta,
que também chamou atenção
para as particularidades do estado do Rio como
os grandes investimentos previstos nas áreas
de petróleo, siderurgia e o porto de Sepetiba,
da ordem de R$ 100 bilhões. "Haverá
muita demanda pelos serviços prestados
pelos pequenos negócios".
A Lei Geral das Micro e Pequenas
Empresas aprovada recentemente pelo Congresso,
foi citada por Malta como um passo importante
para dar ao segmento acesso mais fácil
ao crédito, investimento em capacitação
e tecnologia. "A Lei vai derrubar a burocracia
que sufoca os pequenos negócios, e precisamos
trabalhar pela sua rápida regulamentação".
Outro indicador positivo para
os pequenos negócios fluminenses, segundo
Malta, é a promessa do governo de mudar
o ICMS, concedendo, por exemplo, isenção
total para empresas com faturamento de até
R$ 400 mil. "Pequenos negócios em
países com distribuição de
renda mais equilibrada contribuem com 50% do Produto
Interno Bruto. No Brasil, este índice é
de apenas 25%. Com mudanças e estímulo,
a participação das micro e pequenas
empresas podem crescer e mudar essa realidade".
(Agência Sebrae de Notícias)
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