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Financiamento
de imóveis firma tendência de alta
em SP
As vendas de imóveis usados no estado
de São Paulo tiveram queda de 2,63% em
novembro, mas uma particularidade dos negócios
- a forma de pagamento usada nessas transações
- chama a atenção por delinear uma
clara tendência nesse segmento do mercado
imobiliário: o lento, mas constante, aumento
do número de financiamentos bancários
no estado.
A pesquisa feita mensalmente pelo Conselho Regional
de Corretores de Imóveis do Estado de São
Paulo (CRECI-SP) mostra que, entre janeiro e novembro
últimos, houve um aumento de 14,66% no
número de imóveis vendidos com financiamento
da Caixa Econômica Federal (CEF) e de outros
bancos, privados e estatais, na região
formada pelas cidades de Santo André, São
Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos
e Osasco. Esse tipo de venda representava 30,13%
dos negócios efetivamente fechados e passou
para 34,50%. Simultaneamente, as vendas à
vista recuaram de 61,5% para 56,7% do total de
imóveis vendidos.
Esse crescimento não se repetiu, porém,
com tanta intensidade nas outras três regiões
em que o CRECI-SP realiza a pesquisa estadual,
embora tenha sido expressivo no Interior –
onde os financiamentos aumentaram 12,47% entre
janeiro e novembro. Eles representavam 30,19%
dos negócios efetuados e passaram a 33,42%
no período. As vendas à vista caíram
de 62,89% em janeiro para 60,47% em novembro.
No Litoral, os resultados da pesquisa CRECI-SP
mostram um avanço de 4,6% no número
de unidades vendidas com financiamento entre janeiro
(18,52% do total) e novembro (19,38 %). As vendas
à vista recuaram de 69,44% dos negócios
fechados em janeiro para 66,08% em novembro, sendo
a maior parte absorvida pelos financiados a prazo
diretamente pelos proprietários –
eles evoluíram de 12,04% do total de negócios
concretizados em janeiro para 13,66% em novembro,
conforme a pesquisa CRECI-SP.
O pior resultado do ano até agora ficou
com a Capital, onde os financiamentos para usados
tiveram crescimento modesto, de apenas 3,92% -
eram 29,38% do total vendido em janeiro e fecharam
em 30,53% em novembro. As vendas à vista
recuaram de 62,7% do total de negócios
fechados para 61,5% no período.
Crescimento seletivo
“Esse desempenho deixa claro, mesmo com
os resultados frustrantes na Capital e no Litoral,
que o ano deve ser marcado por uma tendência
de crescimento seletivo dos financiamentos para
a casa própria, com efetiva tendência
de ampliação do crédito bancário
sobre as outras formas de compra do imóvel”,
resumiu o presidente do CRECI-SP, José
Augusto Viana Neto.
“Não há essa mesma clareza
de tendência nas opções de
financiamento direto pelos proprietários
dos imóveis e pelos consórcios,
à exceção dos consórcios
no Litoral ”.
As vendas a prazo feitas diretamente pelos proprietários
no Interior representavam 6,61% em janeiro e baixaram
a 5,31% em novembro, flutuando muito nesse período
e chegando a registrar picos de 8,55%. Os consórcios
evoluíram de 0,31% para 0,80%, também
com grandes oscilações ao longo
do ano. Nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e
Osasco, as vendas diretamente financiadas pelos
proprietários variaram de 8,33% do total
de negócios fechados em janeiro para 8,19%
em novembro, e os consórcios de 0% para
0,58% no mesmo período.
No Litoral, os proprietários bancaram
a compra a prazo de 12,04% dos negócios
realizados em janeiro, percentual que subiu para
13,66% em novembro, apresentando flutuação
entre os meses de maio a setembro, com médias
entre 10% e 11%. Os consórcios tiveram
crescimento nessa região – saíram
de 0% em janeiro para 0,88% dos negócios
fechados em novembro. “Pode estar se delineando
a tendência de que quem já tem imóvel
próprio esteja buscando no consórcio
a forma de conseguir comprar a sonhada casa na
praia”, avaliou o presidente do CRECI-SP.
Na Capital, imóveis vendidos com pagamento
parcelado pelos proprietários eram 7,34%
em janeiro e recuaram para 7,08% em novembro.
Os consórcios cresceram marginalmente,
de 0,56% para 0,88% no período.
“Os bancos devem ter suas razões
para privilegiar as grandes cidades da região
metropolitana e as do Interior, mas o fato é
que a principal carência, onde há
mais famílias precisando de crédito
bancário, está localizada na Capital,
e é para ela que eles devem voltar suas
atenções até como forma de
aliviar as tensões sociais e contribuir
para a melhoria da qualidade de vida com a multiplicação
dos negócios e oportunidades de emprego”,
afirmou Viana Neto.
“Ao se financiar a venda de um imóvel
usado, deflagra-se uma cadeia virtuosa porque
uma seqüência de negócios estimula
desde a atividade das empresas de mudança
até a construção de novas
moradias, com geração de emprego
e renda”, explicou.
Vendas de usados
caem
As vendas de imóveis usados no Estado
de São Paulo foram 2,63% menores em novembro
na comparação com outubro, como
mostram os resultados da pesquisa feita pelo Conselho
Regional de Corretores de Imóveis do Estado
de São Paulo (CRECI-SP) com 1.463 imobiliárias
de 37 cidades. O índice estadual de vendas
recuou de 0,7027 para 0,6842 nesse período,
quando foram vendidos 1.001 casas e apartamentos.
Houve queda nos negócios realizados nas
quatro regiões em que a pesquisa foi feita.
Na Capital, ela foi de 1,93%; no Interior, de
2,08%; no Litoral, de 2,75%; e nas cidades de
Santo André, São Bernardo, São
Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco, de 2,75%.
Os imóveis mais vendidos foram os de valor
até R$ 100 mil – eles representaram
60% do total vendido na Capital; 68,26% no Interior;
75,57% no Litoral; e 62,5% na região do
ABCD, Guarulhos e Osasco.
A locação de imóveis também
não teve bom desempenho no Estado, segundo
a pesquisa CRECI-SP. O número de contratos
assinados caiu 1,18% com o recuo do índice
de locação estadual de 2,1810 em
outubro para 2,1552 em novembro. Foram alugados
3.153 casas e apartamentos nas 1.463 imobiliárias
pesquisadas pelo CRECI-SP em 37 cidades.
A queda no número de contratações
foi maior na Capital (2,74%), seguida pelo A,
B,C,D, Guarulhos e Osasco (2,08%); Litoral (1,69%);
e Interior (0,36%). Os imóveis mais alugados
foram os de valor até R$ 600,00 –
representaram 65,4% do total na Capital; 80,3%
no Interior; 76% no A,B,C,D, Guarulhos e Osasco;
e 76,5% no Litoral.
A inadimplência recuou apenas no Interior,
caindo 4,63% em relação a outubro,
aumentando 10% no Litoral, 0,46% na região
do A, B,C,D, Guarulhos e Osasco e 0,56% na Capital.
A pesquisa CRECI-SP foi realizada em 37 cidades
do Estado de São Paulo: Americana, Araçatuba,
Araraquara, Bauru, Campinas, Diadema, Guarulhos,
Franca, Itu, Jundiaí, Marília, Osasco,
Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão
Preto, Rio Claro, Santo André, São
Bernardo do Campo, São Caetano do Sul,
São Carlos, São José do Rio
Preto, São José dos Campos, São
Paulo, Sorocaba, Taubaté, Caraguatatuba,
Ilhabela, São Sebastião, Ubatuba,
Bertioga, Guarujá, Santos, São Vicente,
Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe
e Praia Grande.
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