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Seguro
para pessoas cresceu 12% até abril
03-07-2007
O mercado de seguros voltados
para pessoas, que engloba, entre outros
produtos, seguros prestamistas, educacionais,
vida individual e grupo, cresceu 11,69%
no primeiro quadrimestre de 2007, na comparação
com o mesmo período de 2006, segundo
dados da Susep, elaborados pela Fenaprevi
(Federação Nacional de Previdência
Privada e Vida), associação
que sucedeu a Anapp e que representa 83
empresas que comercializam produtos de vida
e previdência. Os dados não
incluem o VGBL, considerado para esse fim
como produto de acumulação
previdenciária.
No período analisado,
o mercado movimentou R$ 3,357 bilhões
em prêmios de seguros, contra R$ 3,005
bilhões comercializados no primeiro
quadrimestre de 2006. Os produtos que obtiveram
melhor desempenho foram os seguros prestamistas
(aqueles contratados pelas financeiras para
garantir prestações em caso
de morte, invalidez ou desemprego do comprador)
e de acidentes pessoais coletivos, que tiveram
altas de 50,45% e 22,08%, respectivamente.
Os prêmios de seguros
prestamistas somaram R$ 629,5 milhões
no acumulado até abril de 2007, contra
R$ 418,4 milhões no mesmo período
de 2006, enquanto os seguros de acidentes
pessoais coletivos atingiram R$ 449,3 milhões
no primeiro quadrimestre, contra R$ 367,9
milhões.
Segundo Antonio Cassio dos
Santos, presidente da Fenaprevi, o crescimento
dos seguros prestamistas está ligado
à explosão da concessão
de crédito no país. “São
seguros de prêmios baixos que garantem
o pagamento da dívida em caso de
falecimento do contratante, invalidez ou
perda de emprego. Este tipo de seguro está
em franca expansão”, analisa
Santos.
Os seguros de vida em grupo
movimentaram R$ 1,818 bilhão no primeiro
quadrimestre, com queda de 0,19% na comparação
com o mesmo período de 2006, quando
os prêmios pagos por essa modalidade
somaram R$ 1,821 bilhão. Já
os seguros de vida individuais movimentaram
R$ 256,1 milhões, uma alta de 25,19%
na comparação com o primeiro
quadrimestre de 2006, quando os seguros
de vida individuais atingiram a marca de
R$ 204,5 milhões.
Por sua vez, os seguros
de acidentes pessoais individuais somaram
R$ 76,5 milhões no primeiro quadrimestre,
com alta de 5,36% no período (no
primeiro quadrimestre de 2006 foram movimentados
R$ 72.7 milhões em prêmios
de seguros), enquanto os seguros que garantem
pagamento de renda a eventos aleatórios
movimentaram um montante de R$ 119 milhões
em prêmios, contra R$ 111,6 milhões
registrados de janeiro a abril de 2006,
o que representa uma alta de 6,65%.
Os produtos de seguros de
pessoas que registraram queda mais acentuada
no mês foram o turístico, ou
seguro viagem, cujo prêmio passou
de R$ 3,636 milhões para R$ 3,408
milhões entre o primeiro quadrimestre
de 2006 e o primeiro quadrimestre de 2007,
o que representa uma retração
de 6,27%. E o P.C.H.V (seguro muito específico,
voltado para a proteção visual
de pilotos de avião), que passou
de R$ 165,6 mil para R$ 52,2 mil (queda
de 68,47% na comparação anual).
Em relação
à composição entre
o ramo seguro de pessoas, os seguros de
vida em grupo lideram o ranking no período
entre janeiro e abril, com 54,15% do total
de prêmios arrecadados, seguidos pelos
seguros prestamistas (18,75%), acidentes
pessoais coletivos (13,38%), vida individual
(7,63%), renda de eventos aleatórios
(3,55%), acidentes pessoais individual (2,28%).
As outras modalidades de seguros somaram
0,26% do total de prêmios de seguros.
Quanto ao ranking das seguradoras,
a Bradesco ocupa o primeiro lugar, com 15,08%,
seguida pela Mapfre (11,31%), Companhia
de Seguros Aliança do Brasil (8,51%),
Itaú (8,50%), Santander Seguros S/A
(6,96%), Unibanco (5,92%), HSBC (5,73%),
Metropolitan Life (5,03%), Tókio
Marine (3,85%), Sul América (2,71%).
As outras seguradoras representam 26,41%
dos prêmios emitidos. Foram considerados,
para este ranking, as holdings.
Sinistros
Em relação
a sinistros retidos (equivalente ao sinistro
pago na integralidade, menos descontos de
cosseguro cedido, resseguro cedido e outros
descontos, mais retrocessão aceita),
as seguradoras pagaram, no primeiro quadrimestre
de 2007, R$ 1,262 bilhão, o que representa
uma queda de 1,43% na comparação
com o primeiro quadrimestre de 2006, quando
foram pagos R$ 1,281 bilhão em sinistros.
A maior alta veio dos P.C.H.V,
com 1.036,68%, seguido pelos seguros turísticos,
ou de viagem, com 147,81%. Enquanto os P.C.H.V
pagaram em sinistros R$ 891,33 no primeiro
quadrimestre de 2006, o volume a ser pago
de sinistros nessa modalidade de seguros
passou para R$ 10,1 mil. Já os seguros
turísticos geraram R$ 813,1 mil de
sinistros no primeiro quadrimestre de 2006,
contra R$ 2,015 milhão no mesmo período
de 2007.
Outros ramos que tiveram
alta nos sinistros retidos foram os seguros
de vida individual e os prestamistas. Na
primeira modalidade, os sinistros retidos
passaram de R$ 27,7 milhões no primeiro
quadrimestre de 2006 para R$ 41,9 milhões
no primeiro quadrimestre de 2007, um salto
de 50,89%. Já os sinistros retidos
de seguros prestamistas cresceram 34,83%
no mesmo período, passando de R$
100,2 milhões para R$ 135,1 milhões
em sinistros.
Com 15,15% e 14,97% de crescimento
dos sinistros, respectivamente, os seguros
de cobertura de eventos aleatórios
e acidentes pessoais individuais também
tiveram um avanço considerável
no quadrimestre. Os seguros de eventos aleatórios
pagaram de sinistros retidos R$ 35,4 milhões
no primeiro quadrimestre de 2006, enquanto
que no primeiro quadrimestre de 2007 foram
pagos R$ 40,8 milhões. Já
os seguros de acidentes pessoais individuais
pagaram R$ 27,9 milhões em sinistros
retidos, contra R$ 24,3 milhões no
primeiro quadrimestre de 2006.
Em relação
aos outros ramos de seguro de pessoas, houve
queda nos seguintes ramos: acidentes pessoais
coletivos (-4,43%), cujos sinistros retidos
passaram de R$ 89,8 milhões no primeiro
quadrimestre de 2006 para R$ 85,8 milhões
no mesmo período de 2007. Os seguros
de vida em grupo pagaram sinistros de R$
998,2 milhões no primeiro quadrimestre
de 2006, contra R$ 924,8 milhões
no primeiro quadrimestre de 2007 (queda
de 7,34%). Por fim, os seguros VG/APC tiveram
uma queda de -38,97% nos sinistros retidos,
passando de R$ 82,01 para R$ 50,05 entre
o primeiro quadrimestre de 2006 e o mesmo
período de 2007.
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