Setor de construção amplia otimismo

10-07-2007

A indústria brasileira da construção civil apresentou prognósticos bem otimistas no primeiro semestre deste ano. A percepção de que os negócios estão indo bem pôde ser sentida não só em relação ao desempenho das empresas do setor mas também com respeito à superação das suas dificuldades financeiras e, especialmente, ao sucesso na condução da política econômica e ao cenário de crescimento econômico. Esses são os principais resultados da 31ª Sondagem Nacional da Indústria da Construção Civil, realizada pelo SindusCon-SP e pela FGV Projetos, em maio, que confirmam a tendência de aquecimento do setor já observada na pesquisa anterior. Responderam à 31ª Sondagem da Construção 229 empresários de todo o país.

O indicador de desempenho das empresas, de acordo com esta edição da sondagem, apresentou índice de 49,5 pontos, significando uma melhora de 2,9% em relação à última pesquisa. Na comparação anual, houve crescimento de 18,7% nesse indicador, o melhor resultado desde agosto de 1999, quando foi feita a primeira sondagem da série.

Melhor do que isso, como pequenas e médias empresas responderam por 55,5% da amostra, percebe-se uma relativa disseminação do crescimento no setor entre as empresas de todos os portes. Mesmo assim, é importante notar que esse indicador de desempenho apenas encostou no patamar satisfatório (50, numa escala que vai de zero a 100), ou seja, as empresas estão em situação muito superior à que já estiveram nos últimos anos, mas ainda não se pode considerar um desempenho completamente favorável.

Ainda em comparação a maio do ano passado, a 31ª Sondagem da Construção destacou a melhora na evolução do volume de negócios e no faturamento das empresas, com crescimentos de 28% e 49,7%, respectivamente. O otimismo em relação a esse indicador pode ser exemplificado pelo aumento expressivo dos lançamentos de imóveis neste ano. Segundo dados da Embraesp, o crescimento do número de lançamentos, só na Grande São Paulo, atingiu 77,6% no primeiro trimestre deste ano, em comparação a igual período de 2006.

Custos

Outros fatores expressos na Sondagem reforçam o otimismo do empresariado: a redução das dificuldades financeiras e a estabilidade dos custos da construção. A percepção pelas empresas de redução das dificuldades financeiras reflete a diminuição das despesas financeiras e do custo dos empréstimos, em linha com a tendência de redução das taxas de juros na economia brasileira. Em maio, o indicador atingiu 48,1 pontos, revelando redução de 14,5% no ano – para este índice, quanto menor o valor nominal melhor o resultado final. Já a perspectiva de queda dos custos da construção ocorre, em boa medida, devido à expectativa de que os custos com mão-de-obra não crescerão muito nos próximos meses.

Economia

A avaliação das perspectivas de desempenho da economia do país para os próximos meses apontou índice 59,3 (crescimento de 21,5% em relação a maio de 2006), sendo que todos os quesitos que compõem esse item tiveram resultados positivos. Destaque-se, entre os componentes do indicador, a projeção de melhora da rentabilidade das empresas e de aumento no volume de negócios e faturamento. Animadas pelo desempenho do próprio setor, as expectativas dos empresários da construção relativas à conjuntura econômica são as melhores desde o começo da pesquisa.

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