Crédito para empresa de turismo fica mais barato

13-07-2007

As empresas do setor turístico terão acesso a crédito especial para capital de giro, com prazo de 24 meses e taxas de 9,22% ao ano (TJLP + 2,8% a.a.). Até então, os empresários do setor só tinham como opção uma taxa em torno de TJLP + 14% a.a.

De acordo com o secretário Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, José Evaldo Gonçalo, uma vez que o FAT Giro Setorial passa a disponibilizar recursos também para o turismo, o empresário do setor vai evitar buscar apoio financeiro em fontes mais onerosas.

“É dessa maneira que a empresa consegue equilibrar o seu fluxo de caixa a um custo compatível com a rentabilidade. Com essa desoneração, o setor do turismo pode melhorar as condições de prazo e preço dos pacotes oferecidos ao turista”, disse ele.

Na prática, a aprovação do pleito do MTur vai reduzir os juros dos créditos obtidos pelas empresas de turismo para pagar despesas administrativas, aquisição de material de consumo, pagamento de tributos, entre outros.

A proposta do MTur, foi aprovada, na última quarta-feira (11), pelo Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador).

Melhor idade

A inclusão do turismo no FAT Giro Setorial também pode fortalecer o programa Viaja Mais Brasil Melhor Idade, que será lançado em agosto. Afinal, o crédito do FAT, ao desonerar o capital de giro, possibilita que as empresas ofereçam pacotes turísticos nas condições que o Ministério do Turismo vem negociando para os aposentados e pensionistas do INSS.

Os pacotes turísticos do programa Melhor Idade devem custar de R$ 500 a R$ 600 e serão parcelados em até 12 vezes com juros bem abaixo de 1% ao mês. O Conselho Deliberativo do FAT assegurou ainda, na reunião do dia 11, o repasse de R$ 50 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador para financiar os pacotes do programa.

O crédito consignado para aposentados e pensionistas está inserido no Plano Nacional de Turismo 2007-2010 – Uma Viagem de Inclusão, que tem como compromisso transformar a atividade turística em um instrumento de inclusão social, por meio da qualificação profissional, da geração de emprego e renda e da criação de oportunidade para que mais brasileiros desfrutem e se beneficiem do turismo nacional.

Emprego e Renda

- Nos anos de 2003 a 2006, foram gerados pela atividade turística no Brasil 891 mil empregos, formais e informais.

Divisas

- Em 2006, o Brasil alcançou a receita cambial turística de US$ 4,32 bilhões, superior em 11,78% ao ano de 2005 (US$ 3,86 bilhões);

- Em 2005, essa receita atingiu o montante de US$ 3,86 bilhões, superior em 19,87% em relação ao ano anterior (US$ 3,22 bilhões). Os quatro primeiros anos deste governo acumulam uma receita cambial turística da ordem de US$ 13,88 bilhões.

Desembarques

- De 2003 a 2006, foram registrados 156,7 milhões de desembarques domésticos no País, o que significa um aumento de 23% em relação ao quadriênio anterior (1999/2002);

- Em 2006, o desembarque de passageiros de vôos nacionais foi de 46,3 milhões, 7,54% acima do verificado no mesmo período do ano anterior, quando o número de passageiros desembarcados foi de 43,1 milhões;

- Em 2005, os desembarques de vôos nacionais totalizaram 43,1 milhões de passageiros, contabilizando um crescimento de 17,7 %, em relação aos 36,6 milhões de passageiros desembarcados em 2004.

Serviço:

Mais informações: www.turismo.gov.br (clicando em Plano Nacional de Turismo, versão 2007-2010 – no item Destaques)

Matéria relacionada

Finep anuncia financiamentos que somam R$ 55 milhões


Leia Também:

China in Box e Gendai anunciam fusão

Sandálias Dupé muda de nome e tem novo sócio

Samcil fecha aquisição da Lumina Saúde S.A

BR Malls anuncia mais duas aquisições

Medabil vai investir US$ 100 milhões em três anos

Tecnoworld abre terceira fábrica em Manaus

Clique Aqui e Veja Mais Notícias de Empresas
Leia as Últimas Notícias