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Maiores
empresas do turismo devem crescer 30%
O turismo registrou crescimento,
em 2006, superior ao da economia nacional
e, neste ano, deverá manter o mesmo
desempenho positivo. A expectativa é
de que o faturamento das 80 maiores empresas
do setor que, juntas, somam R$ 29,6 bilhões,
alcance um aumento médio de 29,8%.
E de que o impacto sobre o emprego seja
de 14% sobre o quadro de pessoal dessas
empresas que, em dezembro do ano passado,
somava 81.331 pessoas.
Essa análise consta
da 3ª Pesquisa Anual de Conjuntura
Econômica do Turismo, que ouviu
80 empresários e principais executivos
das maiores empresas de sete segmentos
do turismo: agências de viagens,
companhias aéreas, locadoras de
automóveis, meios de hospedagem,
operadoras de receptivo, operadoras de
turismo e promotores de feiras e eventos.
A pesquisa é uma
iniciativa do Ministério do Turismo
e Embratur em parceria com a Fundação
Getúlio Vargas (FGV), por meio
do Núcleo de Estudos Avançados
em Turismo e Hotelaria da Escola Brasileira
de Administração Pública
e de Empresas (EBAPE).
O diretor da Escola da
FGV, Bianor Scelza Cavalcanti, explica
que a pesquisa utiliza uma metodologia
qualitativa que “capta a visão”
desses executivos do turismo sobre faturamento,
custos operacionais, preços e postos
de trabalho. Por isso, acrescenta ele,
a pesquisa é um “importante
balizador para acompanhamento do setor
turístico, auxiliando no processo
decisório do empresariado brasileiro”.
Desde 2004, o turismo
mostra tendência de expansão,
confirmada também no ano passado,
quando o faturamento das principais empresas
teve uma variação média
de 29,3%. O maior impulso foi dado pelas
agências de viagens, locadoras de
automóveis, companhias aéreas
e operadoras. Com esse crescimento, houve
também ampliação
no quadro de pessoal, da ordem de 21,6%.
A expectativa de 86,2%
dos pesquisados é de que a economia
do turismo manterá seu ritmo de
crescimento em 2007. O otimismo maior
é manifestado, em sua totalidade,
pelas companhias aéreas e locadoras
de automóveis. Por outro lado,
eles prevêem um aumento médio
de 7,1% sobre os custos operacionais e
um repasse para os preços da ordem
de 5,8%, em média.
O desempenho positivo
das empresas enquadra-se num cenário
de expansão macroeconômica
do turismo no País. Pelo quinto
ano consecutivo, a receita cambial turística
registrou crescimento histórico.
Em 2006, os turistas estrangeiros gastaram
no País US$ 4,3 bilhões,
um aumento de 11,78% sobre a receita de
2005 (US$ 3,9 bilhões) e de 116,02%
sobre o apurado em 2002 (US$ 2 bilhões),
primeiro ano da série de crescimento.
O ministro do Turismo,
Walfrido dos Mares Guia, avalia que os
resultados alcançados no ano passado
representam uma conquista, especialmente
por causa da crise financeira e operacional
da Varig, que provocou uma desistência
de cerca de 400 mil turistas estrangeiros
ao País.
Os desembarques internacionais,
que incluem brasileiros retornando do
exterior, tiveram uma queda de 6,20% em
relação a 2005, somando
6,3 milhões de passageiros. No
entanto, os vôos charters, que transportam
exclusivamente estrangeiros, aumentaram
20,72% em relação a 2005,
trazendo ao País 423.514 turistas.
Mesmo com a redução da oferta
de assentos provocada pela crise da Varig,
os desembarques nacionais tiveram crescimento
de 7,54% sobre 2005, registrando um movimento
de 46,3 milhões de passageiros
nos aeroportos do País.
O avanço do turismo
reflete-se, também, no próprio
orçamento do Ministério,
que vem tendo significativos aumentos
ano a ano, desde a sua criação
em 2003. Em 2007, os recursos poderão
chegar ao valor de R$ 1,8 bilhão
para aplicação em promoção,
infra-estrutura, qualificação
e capacitação no setor.
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